Ministro da fazenda dario durigan nomeia rogério ceron secre

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou nesta segunda-feira (23), em Brasília, a nomeação de Rogério Ceron como secretário-executivo da pasta, substituindo-o no cargo de secretário do Tesouro Nacional. A decisão integra as mudanças na equipe do Ministério da Fazenda para dar continuidade à agenda econômica do governo.

Durigan destacou nas redes sociais a experiência de Ceron no Tesouro Nacional, ressaltando que seu trabalho foi fundamental para o avanço das políticas econômicas nos últimos anos. Como secretária-executiva adjunta, assume Úrsula Peres, professora da Universidade de São Paulo (USP) e especialista em políticas públicas.

Daniel Leal foi indicado para chefiar a Secretaria do Tesouro Nacional. A Secretaria de Prêmios e Apostas ficará sob responsabilidade de Daniele Cardoso, enquanto a Secretaria de Assuntos Internacionais será liderada por Mathias Alencastro.

O novo ministro destacou a importância do trabalho conjunto dentro do ministério, ressaltando o compromisso dos integrantes da equipe em atuar pela prosperidade das famílias brasileiras.

Dario Durigan foi nomeado ministro da Fazenda na sexta-feira (20). Desde 2023, ele atua no Executivo federal, participando das medidas de recomposição de receitas, da regulamentação da reforma tributária sobre o consumo e da renegociação da dívida dos estados, entre outras ações.

Antes de assumir o cargo, Durigan atuou como consultor na Advocacia-Geral da União (2017-2019) e no setor privado (2020-2023), onde foi diretor de Políticas Públicas do WhatsApp. Formado em Direito pela USP, possui perfil discreto e é considerado um articulador eficiente junto ao setor econômico.

Como ministro da Fazenda, Durigan enfrentará desafios relacionados à coordenação da política econômica durante a campanha presidencial de 2026, período marcado por tensões políticas e disseminação de notícias falsas. Temas como o fim da jornada de trabalho 6 por 1, ajustes no Imposto de Renda sobre lucros e resultados de trabalhadores e possíveis revisões em benefícios sociais estão na pauta.

O governo também dará continuidade à implementação da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), prevista para 2027, com normas de transição sendo divulgadas neste ano. A regulamentação do imposto seletivo, que incide sobre produtos considerados prejudiciais — como bebidas alcoólicas e cigarros — permanece como tema polêmico a ser discutido no Legislativo.

Além disso, Durigan terá a responsabilidade de conduzir o processo orçamentário até o fim de 2026, com a meta oficial de alcançar um superávit primário de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), equivalente a cerca de R$ 34,3 bilhões.

De acordo com o arcabouço fiscal aprovado em 2023, existe uma margem de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta. Isso significa que o governo pode formalmente cumprir a meta mesmo apresentando saldo zero ou um superávit de até R$ 68,6 bilhões.

O arcabouço permite, ainda, que R$ 57,8 bilhões em despesas sejam excluídos desse cálculo, para o pagamento de precatórios, o que na prática pode resultar em um rombo de R$ 23,3 bilhões nas contas públicas.

Caso esse cenário se confirme, as contas do governo deverão permanecer negativas ao longo do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Palavras-chave: Dario Durigan, Rogério Ceron, Ministério da Fazenda, secretário-executivo, Tesouro Nacional, orçamento público, política econômica, reforma tributária, CBS, imposto seletivo, precatórios, Lula, governo federal.

Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

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