Uma pesquisa do Centre for Ageing Better, organização

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Uma pesquisa do Centre for Ageing Better, organização britânica, revela que uma parcela significativa da população acredita que pessoas com mais de 50 anos não combinam com as últimas tendências da moda. O estudo foi divulgado em 2024 como parte da terceira edição da campanha Age Without Limits, que combate o etarismo.

O levantamento ouviu cerca de 4 mil pessoas e apontou que dois terços dos entrevistados acham que se deve abrir mão de seguir tendências de moda por volta dos 56 anos. Além disso, 10% acreditam que esse “limite” seria aos 40 anos.

No ambiente profissional, a idade também é vista como um fator limitante. Segundo a pesquisa, um candidato a emprego deixaria de ser considerado “desejável” a partir dos 55 anos. Essa percepção reflete o impacto do preconceito etário no acesso ao mercado de trabalho.

O estudo também analisou crenças relacionadas às habilidades tecnológicas e ao funcionamento cerebral conforme a idade avança. Os entrevistados estipularam que a dificuldade para se adaptar a novas tecnologias surge, em média, aos 61 anos. No entanto, dados mostram que pessoas acima dos 70 anos permanecem mais tempo conectadas online do que outras gerações, exceto a geração Z.

Sobre o declínio cognitivo, a maioria acredita que ele começa aos 63 anos, um dado que antecede o envelhecimento precoce do cérebro em três anos e está muito longe do envelhecimento tardio, que ocorre mais tarde na vida.

As atitudes etaristas variam conforme a faixa etária dos próprios entrevistados. A faixa de 45 a 54 anos foi a que apresentou maior propensão a considerar que alguém deixa de ser um candidato desejável ao trabalho por volta dos 50 anos, com 41%. Esse grupo também foi o que indicou mais vezes o início do declínio cognitivo aos 50 anos (23%). Entre os participantes de 55 a 64 anos, esse percentual cai para 13%, o que pode indicar uma percepção menos rígida com a própria idade.

Carole Easton, diretora-executiva do Centre for Ageing Better, afirmou que esse preconceito é contra o próprio futuro das pessoas, já que todos esperam envelhecer. Ela destacou que o idadismo limita o trabalho, a saúde, os relacionamentos, a ambição e a confiança, afetando a dignidade das vidas consideradas válidas.

A pesquisa reforça a importância de combater estereótipos relacionados à idade, principalmente no que diz respeito à moda. Segundo especialistas, permitir que pessoas mais velhas tenham liberdade para se vestir conforme suas preferências pode contribuir para uma maior qualidade de vida.

O estudo evidencia que o preconceito etário permanece presente em diferentes áreas da vida, apesar das evidências contrárias sobre capacidade e adaptação na terceira idade. A campanha Age Without Limits segue com o objetivo de promover maior inclusão e respeito às diversas fases da vida.

**Palavras-chave relacionadas:** preconceito etário, idadismo, moda e idade, envelhecimento, habilidades tecnológicas, declínio cognitivo, mercado de trabalho, qualidade de vida na terceira idade, Age Without Limits, Centre for Ageing Better.

Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

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