O dólar abriu esta quinta-feira (19) em alta nos mercados globais, sob pressão dos últimos ataques à infraestrutura energética no Oriente Médio, que elevaram o preço do petróleo. A tensão regional acelerou a volatilidade cambial e influenciou as expectativas econômicas, com o Ibovespa iniciando o dia de forma cautelosa.
Na quarta-feira (18), o Irã ampliou seu conflito contra aliados dos Estados Unidos, atingindo instalações energéticas no Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, como retaliação a um ataque israelense no maior campo de gás do Irã. A ofensiva gerou alta nos preços do petróleo, ultrapassando US$ 100 o barril, elevando os custos globais de energia e trazendo impactos para as economias dependentes do combustível.
No Brasil, o Banco Central anunciou a expectativa de iniciar um ciclo de cortes na taxa Selic após quase dois anos sem reduções. O mercado prevê um corte inicial de 0,25 ponto percentual, situando a taxa em 14,75% ao ano. O cenário internacional de incertezas, especialmente devido à guerra no Oriente Médio, tem levado a uma postura mais cautelosa por parte das autoridades monetárias.
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve manteve a taxa de juros entre 3,50% e 3,75% ao ano, decisão alinhada com as projeções do mercado. O Fed destacou preocupações quanto ao impacto do aumento dos preços da energia na inflação, embora mantenha a previsão de cortes moderados nos juros em 2026. Entre os membros do Comitê Federal de Mercado Aberto, parte indica possibilidade de alta nos juros, diante da volatilidade atual.
A guerra no Oriente Médio entrou na terceira semana sem perspectiva de cessar-fogo. Israel anunciou a morte do ministro da Inteligência do Irã, enquanto o Irã respondeu com ataques em Tel Aviv, resultando em mortes de civis. O Exército israelense bombardeou o centro de Beirute, no Líbano, causando vítimas. Os Estados Unidos intensificaram ações militares com bombas contra posições iranianas no Estreito de Ormuz.
No setor de combustíveis brasileiro, o governo propôs intensificar a fiscalização para assegurar pagamento mínimo justo pelo frete aos caminhoneiros, visando evitar paralisações diante da alta do diesel. O Executivo também sugeriu que os estados zereiem o ICMS sobre a importação do diesel até o fim de maio, com compensação parcial das perdas, medida que pode custar R$ 3 bilhões por mês.
Apesar da redução de impostos federais, o impacto no preço do diesel permanece limitado, devido à ausência de cooperação dos governos estaduais. Governadores manifestaram posicionamento contrário à redução do ICMS, alegando prejuízos a políticas públicas e falta de garantia no repasse para os consumidores finais.
No cenário global, as bolsas de Wall Street registraram forte queda após a decisão do Fed, com o Dow Jones recuando 1,64%, S&P 500 caindo 1,35% e Nasdaq perdendo 1,46%. As bolsas europeias fecharam em baixa, pressionadas pelo aumento do petróleo e pelo temor de escalada do conflito no Oriente Médio. Em contrapartida, os mercados asiáticos encerraram o dia em alta, impulsionados pelo otimismo com inteligência artificial e resultados positivos de empresas como Alibaba.
As oscilações no preço do dólar refletem a sensibilidade dos mercados a eventos geopolíticos e expectativas econômicas globais. A pressão sobre a cotação cambial deve persistir enquanto os conflitos no Oriente Médio e as decisões das autoridades monetárias continuarem influenciando os fluxos financeiros internacionais. No Brasil, o acompanhamento das políticas fiscais e monetárias será fundamental para determinar o comportamento do mercado diante do cenário externo volátil.
—
Palavras-chave para SEO: dólar, Oriente Médio, ataques, petróleo, Banco Central, Selic, Federal Reserve, juros, guerra, inflação, mercados globais, Ibovespa, combustíveis, ICMS, diesel, petróleo, Bolsa de Valores.
Fonte: g1.globo.com
Imagem: s2-g1.glbimg.com
Fonte: g1.globo.com

