A liquidação extrajudicial das instituições financeiras ligadas ao Conglomerado Master, realizada em março, não causou impactos no sistema financeiro nacional, informou o Banco Central (BC) em ata divulgada nesta quinta-feira (19). O órgão afirma que os mecanismos de proteção, especialmente o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), foram acionados para garantir a estabilidade do mercado.
A reunião do Comitê de Estabilidade Financeira (Comef), realizada nos dias 11 e 12 de março, avaliou que o sistema financeiro absorveu os choques gerados pela retirada do conglomerado do mercado, sem apresentar efeitos relevantes. O BC destacou a atuação do FGC, associação privada que protege os recursos depositados em bancos caso essas instituições tenham dificuldades.
No entanto, o Banco Central ressaltou que o cenário internacional apresenta riscos para o sistema financeiro brasileiro. A guerra no Oriente Médio, em andamento, aumenta as incertezas econômicas globais, que podem afetar preços de ativos financeiros, como o petróleo e o dólar.
Desde o início da investigação pela Polícia Federal por possíveis irregularidades no Master, nove instituições do conglomerado foram liquidadas. Entre elas estão o Banco Master S/A, Banco Master de Investimento S/A, Banco Letsbank S/A, as corretoras Master S/A e Pleno Distribuidora, além do Will Financeira, Banco Pleno e Banco Master Múltiplo S/A.
O FGC, antes das liquidações, tinha um patrimônio total de R$ 160 bilhões, com R$ 122 bilhões em recursos líquidos para suporte imediato. Até agora, os pagamentos a clientes e investidores afetados pelas liquidações somam cerca de R$ 51,8 bilhões, segundo estimativas do próprio fundo.
Para recompor os recursos do FGC, o Banco Central aprovou uma resolução que obriga os bancos a destinarem parte dos depósitos compulsórios ao fundo. Esta medida deve injetar cerca de R$ 30 bilhões ao longo de 2026, fortalecendo ainda mais a capacidade de proteção do sistema financeiro.
Quanto ao cenário externo, o Comef observou que as políticas econômicas globais estão em reposicionamento, ao mesmo tempo em que os eventos geopolíticos intensificam as incertezas sobre o crescimento econômico e a inflação. Esses fatores aumentam a volatilidade dos mercados e a possibilidade de reprecificação dos ativos financeiros.
Além disso, o Banco Central apontou para preocupações relacionadas à sustentabilidade fiscal de economias centrais e aos níveis de equilíbrio das taxas de juros no longo prazo. O conjunto desses riscos pode influenciar diretamente a estabilidade financeira no Brasil.
Em resumo, o BC afirma que o sistema financeiro nacional suportou as liquidações do Conglomerado Master sem efeitos adversos, graças à atuação do FGC e dos mecanismos regulatórios. Contudo, os riscos no cenário internacional exigem monitoramento constante para garantir a resiliência do mercado brasileiro.
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Fonte: g1.globo.com
Fonte: g1.globo.com

