O Brasil contratou 19 gigawatts (GW) em novos contratos para usinas termelétricas e hidrelétricas em leilão realizado nesta quarta-feira (21) no país, totalizando R$ 64,5 bilhões em investimentos. A negociação teve como objetivo ampliar a capacidade de geração para garantir a segurança no fornecimento de energia diante do crescimento da geração eólica e solar.
Foram contratados 100 empreendimentos, incluindo usinas novas e existentes, segundo dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). A capacidade contratada representa cerca de 10% do parque instalado atual, buscando suprir eventuais quedas na geração de fontes intermitentes como vento e sol.
Empresas como Petrobras, Eneva, Axia e Copel fecharam contratos para a operação de unidades termelétricas e hidrelétricas. Entre as termelétricas recontratadas estão Norte Fluminense e Santa Cruz, da Âmbar Energia, além de unidades da Petrobras em Juiz de Fora, Seropédica, Termomacaé e Termobahia.
Também foram contratadas usinas flutuantes a gás da empresa turca Karpowership, assim como projetos a carvão mineral da Eneva em Itaqui e Pecém. No setor hidrelétrico, Axia, Engie Brasil, Copel e a chinesa SPIC garantiram contratos para instalação de novas máquinas em usinas já operantes.
O leilão, o maior da história no setor elétrico brasileiro em volume e valor, superou o recorde anterior de 2009, quando foi contratado o equivalente a 11 GW na usina hidrelétrica de Belo Monte. O único leilão de capacidade feito até então, em 2021, contratou 4,6 GW, com investimentos de R$ 5,98 bilhões.
A contratação reflete a estratégia de garantir capacidade de geração flexível que possa atuar rapidamente para compensar a variação das fontes renováveis no sistema elétrico. O resultado sinaliza um movimento do setor para assegurar a estabilidade do fornecimento energético no curto e médio prazos.
Além do impacto na oferta, o volume de investimentos envolvidos indica a relevância econômica do setor elétrico, contribuindo para a movimentação de recursos e potencial geração de empregos. O leilão também reforça a tendência de diversificação da matriz elétrica brasileira, combinando usinas térmicas e hidrelétricas.
Com a contratação, espera-se que novas usinas comecem a operar ainda neste ano, ampliando a segurança energética diante dos desafios causados pela intermitência das fontes renováveis e pela demanda em crescimento.
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Fonte: g1.globo.com
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