Economia

O Banco de Brasília (BRB) adiou na noite de terça-feira

O Banco de Brasília (BRB) adiou na noite de terça-feira
  • Publishedmarço 18, 2026

O Banco de Brasília (BRB) adiou na noite de terça-feira (17) a assembleia geral de acionistas marcada para a manhã de quarta-feira (18), que tinha como objetivo aprovar a emissão de até 1,67 bilhão de ações ordinárias para captar até R$ 8,86 bilhões e recompor seu patrimônio. O adiamento ocorreu devido a um impasse jurídico envolvendo a utilização de imóveis públicos do Distrito Federal, acionista controlador do banco, para fortalecer o caixa da instituição.

O cancelamento foi comunicado com menos de 24 horas de antecedência e repercutiu no mercado financeiro. Segundo o BRB, a decisão busca garantir o amadurecimento das análises em curso para apresentar uma proposta consistente aos acionistas, contemplando aspectos econômicos, financeiros e jurídicos.

O presidente do banco, Nelson Antônio de Souza, atribuiu o adiamento à suspensão temporária da lei 7.845, que autorizava a entrega dos imóveis públicos ao BRB, decisão liminar que foi concedida pela Justiça do Distrito Federal na segunda-feira (16). A liminar alegava que o governo do DF não poderia sancionar a lei antes da aprovação em assembleia de acionistas do banco.

Apesar da liminar ter sido revogada na noite de terça (17) pelo vice-presidente do Tribunal de Justiça do DF, o episódio gerou insegurança entre investidores qualificados, prejudicando o processo de captação. Souza destacou que o impasse jurídico causou temor e dificultou a atração de grandes investidores no que chamou de “roadshow” na Faria Lima.

Além da emissão de ações, o BRB estuda outras alternativas para recompor seu patrimônio. Entre elas está a criação de um fundo de investimento imobiliário com nove lotes públicos do governo do DF, avaliados em R$ 6,6 bilhões, cuja autorização foi sancionada recentemente. O banco também considera a venda de ativos próprios, como carteiras de crédito e participação em outras empresas.

Outra estratégia envolve a securitização de ativos do governo, como dívida ativa, recebíveis da Terracap, e dividendos da Caesb e da CEB. Essa operação permitiria transformar créditos em recursos financeiros antecipados, melhorando o caixa do banco.

A contratação desses mecanismos faz parte de um plano preventivo entregue pelo BRB ao Banco Central em fevereiro. O documento ainda está sob sigilo, enquanto o banco se prepara para divulgar o balanço do segundo semestre até o fim deste mês.

O mercado aguarda a publicação desse balanço junto com um detalhamento das soluções adotadas para recompor o capital do banco e preservar sua solvência. O aumento do capital social por meio da emissão de ações, caso aprovado futuramente, poderá elevar o capital do BRB dos atuais R$ 2,34 bilhões para até R$ 11,2 bilhões.

Vale lembrar que o governo do Distrito Federal, responsável por cerca de 72% do capital do banco, deve aprovar o plano e decidir se exercerá seu direito de preferência na compra das novas ações para manter sua participação acionária. Até o momento, o governo não informou suas intenções nem a fonte dos recursos para isso.

O adiamento da assembleia demonstra a complexidade da situação enfrentada pelo BRB para restabelecer saúde financeira e reforçar seus limites prudenciais, conforme as normas brasileiras. O banco permanece empenhado em encontrar soluções que assegurem sua estabilidade e atração de investidores qualificados nos próximos meses.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

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Caio Marcio

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