A rapper carioca N.I.N.A se apresenta no Lollapalooza

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A rapper carioca N.I.N.A se apresenta no Lollapalooza 2026, consolidando sua trajetória no hip hop nacional ao unir suas raízes no futebol com o drill, subgênero do rap em ascensão no Brasil. Conhecida pela identidade ligada ao Flamengo, a artista traz em seu repertório temas como representatividade feminina, vivência nas favelas e liberdade sexual.

Anna Ferreira, nome de batismo de N.I.N.A, estreou com o álbum “P.E.L.E” em 2022, um dos primeiros discos de drill no país, que tem batidas aceleradas e letras focadas em violência urbana, futebol e cotidiano das periferias. Em 2023, lançou “Para Todos os Garotos que já Mamei”, influenciado por afrobeats e funk, com discussões sobre autonomia e liberdade das mulheres. Em 2025, o EP “O Jogo Virou” ressaltou sua conexão com o Flamengo e o futebol, reforçando o espaço feminino nesses ambientes.

A rapper nasceu na Cidade Alta, zona norte do Rio de Janeiro, e cursou filosofia na Universidade Federal Fluminense, mas deixou o curso para se dedicar à música. O interesse pelo futebol, presente desde a infância em sua família, foi decisivo para sua aproximação ao drill, gênero originado em Chicago e que ganhou força no Reino Unido. Ela conheceu o estilo ao ouvir a faixa “Thiago Silva”, de Dave e AJ Tracey, que homenageia o zagueiro brasileiro do mesmo nome.

Antes de lançar suas próprias composições, N.I.N.A atuou como DJ em festas e eventos, experiência que ajudou a desenvolver seu senso musical para o drill e outros estilos. Ela lembra que durante a faculdade chegou a faltar aulas para ir a São Paulo assistir à banda Foster The People no Lollapalooza. Agora, na edição de 2026, ela integra o line-up e se apresenta ao lado da banda Interpol, uma de suas referências musicais.

A presença de N.I.N.A no rap brasileiro destaca a importância da voz feminina no gênero. Ela discute a diferença entre versos cantados por homens e mulheres, apontando que as artistas femininas abordam temas como autoestima e autocuidado, enquanto os homens tratam de poder aquisitivo e ostentação. A rapper também critica a recente popularização do rap, que, segundo ela, diluiu algumas pautas relevantes ao buscar agradar a públicos mais elitizados.

Com um trabalho que mistura elementos da cultura do futebol, da favela e do hip hop, N.I.N.A busca ampliar o espaço para mulheres em territórios historicamente masculinos, como as arquibancadas e as organizadas do futebol. Sua participação no Lollapalooza simboliza um ciclo profissional e pessoal, que começou anos antes com sua primeira visita ao festival como ouvinte.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

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