Economia

A ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther

A ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther
  • Publishedmarço 17, 2026

A ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, afirmou nesta terça-feira (17) que o governo federal deve realizar um aporte de capital nos Correios em 2027, conforme previsto no contrato de empréstimo assinado com um consórcio de bancos. A estatal também avalia a possibilidade de uma nova captação de empréstimo para auxiliar na recuperação financeira.

O aporte, que consiste na transferência direta de recursos do Tesouro Nacional para os Correios, está previsto para ocorrer entre 2026 e 2027. Segundo a ministra, o aporte deve ficar para 2027, uma vez que a operação neste ano não está descartada, mas está sendo estudada. Além disso, o governo analisa a viabilidade de um complemento de empréstimo.

Em 2025, foi autorizado pelo Tesouro Nacional um empréstimo de R$ 12 bilhões aos Correios, garantido pelo próprio Tesouro em caso de inadimplência da empresa. Essa operação faz parte do plano de reestruturação da estatal para enfrentar a crise financeira. O plano foi resultante da proposta de financiamento apresentada por cinco bancos no ano passado.

No final de 2023, o presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, informou que será necessário um aporte adicional de R$ 8 bilhões em 2026. Essa quantia somaria os R$ 12 bilhões do empréstimo já realizado, totalizando um montante de R$ 20 bilhões inicialmente planejado para financiar a recuperação da empresa, mas que não foi autorizado pelo Tesouro devido à alta taxa de juros proposta.

O plano de reestruturação dos Correios prevê a redução de R$ 2 bilhões nos gastos com pessoal, fechamento de cerca de mil agências e a implementação de um programa de demissão voluntária (PDV). Atualmente, a estatal possui aproximadamente 5 mil agências em funcionamento. O PDV tem como objetivo diminuir a folha de pagamentos em 18%, reduzindo o quadro de funcionários em até 15 mil trabalhadores em um período de dois anos.

O programa de demissão voluntária oferece incentivos para que os funcionários peçam demissão por vontade própria, permitindo à empresa reduzir custos e reorganizar seu quadro sem recorrer a demissões em massa, minimizando impactos nas operações.

O aporte de capital e a possível nova captação de empréstimo fazem parte das estratégias do governo para garantir a sustentabilidade financeira dos Correios e assegurar a continuidade dos serviços prestados à população durante o processo de reestruturação.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

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Caio Marcio

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