O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (16), cresceu 0,8% em janeiro na comparação com dezembro de 2025, indicando a maior expansão mensal em um ano. O resultado reflete a atividade econômica no Brasil e é considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB).
O índice ajustado sazonalmente mostrou o primeiro aumento mensal desde novembro de 2025 e o maior avanço desde janeiro do mesmo ano, quando cresceu 1,2%. No comparativo anual, o IBC-Br subiu 1% em relação a janeiro de 2025, e avançou 2,3% nos 12 meses encerrados em janeiro, sem ajuste sazonal.
Setores da economia apresentaram comportamentos distintos em janeiro. A agropecuária recuou 1,5%, a indústria teve leve crescimento de 0,2% e os serviços expandiram 0,9%. Esses dados ajudam a mapear as áreas responsáveis pelo movimento geral do indicador.
O Banco Central usa o IBC-Br para monitorar a evolução da economia entre os trimestres oficiais do IBGE, que calcula o PIB com metodologia diferente, incluindo o lado da demanda. Enquanto o PIB oficial considera gasto, consumo, investimento e exportações, o IBC-Br foca na produção ajustada por impostos.
A desaceleração da atividade econômica observada em 2025 estava dentro das expectativas de analistas e do próprio Banco Central, influenciada pelo alto nível da taxa Selic, atualmente em 15% ao ano. Essa taxa, a maior em quase 20 anos, tem como objetivo conter as pressões inflacionárias.
O Banco Central sinaliza que os juros terão manutenção por um período prolongado. Segundo o mercado financeiro, cortes na Selic devem ocorrer apenas em 2026. Para o próximo ano, as projeções de crescimento do PIB variam entre 1,8%, conforme analistas, e 2,3%, segundo estimativas do governo.
A instituição ressalta que a desaceleração do ritmo de crescimento é parte da estratégia para controlar a inflação e conduzi-la para a meta de 3%. Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em dezembro, o BC informou que o “hiato do produto” continua positivo, indicando que a economia opera acima do seu potencial sem pressionar a inflação.
O IBC-Br tem papel importante na decisão da política monetária, pois reflete a atividade econômica antes dos resultados oficiais do IBGE. Uma alta no índice pode indicar maior pressão inflacionária e influenciar o Banco Central a manter ou aumentar a taxa básica de juros, enquanto uma queda poderia levar a cortes.
Em resumo, o crescimento de 0,8% do IBC-Br em janeiro aponta para uma retomada modesta da atividade econômica no início de 2026, compatível com a estratégia do Banco Central de manter juros elevados para controlar a inflação, enquanto o país segue monitorando o equilíbrio entre crescimento e estabilidade de preços.
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Fonte: g1.globo.com
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