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Um quinto dos adolescentes australianos com menos de

Um quinto dos adolescentes australianos com menos de
  • Publishedmarço 13, 2026

Um quinto dos adolescentes australianos com menos de 16 anos continua a usar redes sociais dois meses após a proibição que impede menores de idade nas plataformas, aponta um relatório recente. A proibição, implementada em dezembro de 2024, visa restringir o acesso de jovens a serviços como TikTok, Snapchat, Instagram, Facebook, Threads e YouTube, considerados os mais populares entre esse público.

Segundo dados da empresa de controle parental Qustodio, o uso dessas redes entre jovens de 13 a 15 anos diminuiu entre dezembro e fevereiro, mas ainda mais de 20% permanecem ativos nas plataformas. O relatório foi elaborado com informações coletadas em famílias australianas durante esse período.

A proibição pretende reduzir os riscos associados ao uso precoce das redes sociais, como exposição a conteúdos inadequados e problemas de saúde mental. O governo australiano estabeleceu multas de até US$ 35 milhões para as plataformas que não bloquearem o acesso de menores de 16 anos.

O órgão regulador de internet do país, o eSafety Commissioner, declarou estar ciente dos relatos sobre o uso contínuo das redes por adolescentes abaixo da idade permitida. Conforme o porta-voz, a instituição mantém diálogo com as plataformas e seus provedores de verificação de idade, monitorando possíveis falhas que possam infringir a legislação.

Especialistas e entidades internacionais acompanham a proibição australiana como modelo para outras nações que desejam controlar o acesso de crianças e adolescentes às redes sociais. Até o momento, o governo e universidades locais ainda não divulgaram estudos oficiais com dados sobre os impactos da medida no comportamento online dos jovens.

O relatório da Qustodio destaca que, mesmo com bloqueios, crianças cujos pais não impedem o acesso continuam a usar os aplicativos restritos. Isso levanta dúvidas sobre a eficácia dos mecanismos de verificação de idade adotados pelas plataformas de redes sociais.

A experiência australiana divide opiniões sobre a efetividade da proibição na proteção do público jovem, ao mesmo tempo em que evidencia desafios técnicos e sociais na implementação de políticas digitais voltadas à infância e adolescência.

Com o avanço dessas medidas, o debate sobre regulação do ambiente virtual para menores segue em pauta em diversos países, que buscam equilibrar segurança e liberdade na internet.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

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Caio Marcio

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