Economia

O chef René Redzepi, principal responsável pelo restaurante

O chef René Redzepi, principal responsável pelo restaurante
  • Publishedmarço 12, 2026

O chef René Redzepi, principal responsável pelo restaurante Noma, um dos mais bem avaliados do mundo, pediu demissão após denúncias de abuso verbal e físico feitas por ex-funcionários, conforme reportagens recentes. A decisão foi anunciada em suas redes sociais em meio a relatos sobre um ambiente de trabalho tóxico criado na cozinha do estabelecimento, que fica em Copenhague, Dinamarca.

Segundo uma investigação do New York Times, dezenas de ex-funcionários acusaram Redzepi de manter uma cultura abusiva, incluindo ameaças verbais e agressões físicas desde a fundação do restaurante em 2003. Jason Ignacio White, um dos ex-cozinheiros, afirmou ter testemunhado maus-tratos generalizados ao longo de seus anos no Noma. Após as denúncias, protestos foram organizados em frente à unidade pop-up do restaurante em Los Angeles, onde grupos de defesa dos direitos trabalhistas cobram a saída imediata do chef.

Em um comunicado publicado no Instagram, Redzepi reconheceu os erros e pediu desculpas às vítimas. “Àqueles que sofreram sob minha liderança, meu mau julgamento ou minha raiva, peço profundas desculpas e tenho trabalhado para mudar”, afirmou. O chef admitiu ter gritado e empurrado funcionários, classificando esses atos como “inaceitáveis”. Ele acrescentou que procurou terapia e está buscando formas de controlar melhor sua raiva.

Além de deixar o Noma, Redzepi renunciou ao conselho da MAD, organização sem fins lucrativos por ele fundada em 2011, dedicada a apoiar profissionais iniciantes do setor gastronômico. No comunicado, o chef destacou a força da equipe atual do Noma e garantiu que o restaurante continuará seu funcionamento mesmo com sua saída.

O Noma é reconhecido mundialmente por sua gastronomia inovadora e já esteve entre os melhores restaurantes do mundo por mais de duas décadas. A crítica levou a atenção para uma cultura interna que, segundo as denúncias, conflita com os padrões éticos esperados em ambientes de trabalho contemporâneos.

O episódio também gerou questionamentos sobre as condições de trabalho em cozinhas de alta gastronomia e o tratamento dispensado a trabalhadores do setor. Ativistas como Saru Jayaraman, da organização One Fair Wage, questionaram a legitimidade de consumir produtos provenientes de locais onde agressões e humilhações ocorrem. “Quem quer comer comida que vem das lágrimas e do suor de pessoas que estão sofrendo?”, declarou, em entrevista à CBS News.

As reservas para o evento pop-up do Noma em Los Angeles, que custavam US$ 1.500 por pessoa, se esgotaram rapidamente, mesmo diante das acusações e protestos que ocorreram nas imediações do local.

O caso evidencia uma preocupação crescente dentro da indústria gastronômica sobre as práticas de gestão e os direitos dos trabalhadores, impulsionando debates sobre a necessidade de um ambiente profissional mais saudável e respeitoso.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Caio Marcio

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