A startup americana Memvid oferece cerca de R$ 4 mil por dia para profissionais dispostos a testar e provocar falhas em sistemas de inteligência artificial, com o objetivo de identificar problemas de memória e perda de contexto nas conversas. A vaga, intitulada “agressor profissional de IA”, foi anunciada em março de 2024 no LinkedIn e busca candidatos para interagir por oito horas seguidas com chatbots e registrar os erros.
A pessoa contratada deverá realizar perguntas repetidas, exigir que o sistema memorize informações e verificar se a inteligência artificial consegue manter o contexto ao longo da conversa. Ela também precisa documentar situações em que a IA solicita repetição ou responde de forma incoerente. O pagamento é de US$ 100 por hora, totalizando cerca de US$ 800 por dia, o equivalente a mais de R$ 4,1 mil.
O anúncio, publicado por Jeremy Boudinet, consultor da Memvid, destaca que o cargo não é uma brincadeira, apesar do título incomum. Segundo Boudinet, o trabalho envolve “oito horas gritando com inteligências artificiais” para registrar cada falha detectada.
A vaga não requer formação ou experiência prévia em tecnologia ou inteligência artificial. Entre as qualificações exigidas estão histórico pessoal de frustração com tecnologia, paciência para repetir perguntas várias vezes e disposição para lidar com erros constantes dos sistemas. Também é necessário ter mais de 18 anos, aceitar ser gravado durante as interações e permitir o uso dos vídeos pela empresa.
A Memvid afirmou ao Business Insider que pretende inicialmente contratar uma única pessoa, mas pode expandir o projeto no futuro. A iniciativa tem como foco testar um problema comum nos sistemas atuais: a limitação de memória durante conversas longas que afeta a qualidade das respostas.
Além de identificar falhas, a vaga funciona como uma estratégia de marketing para a startup. A empresa quer chamar a atenção para as limitações das IAs e demonstrar, na prática, que muitos sistemas ainda esquecem informações importantes durante a interação com os usuários.
O CEO da Memvid, Mohamed Omar, afirmou que a abordagem permite testar as soluções desenvolvidas em condições reais e, ao mesmo tempo, engajar o público de forma criativa. A startup desenvolve tecnologias que prometem oferecer memória mais estável para IAs, com aplicações em setores como recrutamento e saúde, onde é fundamental manter o contexto diante do grande volume de dados.
Em suma, a função de “agressor profissional de IA” busca contribuir para a identificação de falhas em sistemas de inteligência artificial e promover uma solução que pode melhorar a estabilidade da memória desses sistemas em conversas longas. A oportunidade pode atrair candidatos interessados em tecnologia, mesmo sem experiência técnica, e que estejam dispostos a encarar um desafio de interação contínua com IAs.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com

