A guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã no Oriente

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A guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã no Oriente Médio provocou a maior interrupção no fornecimento de petróleo da história, segundo a Agência Internacional de Energia (IEA). Em resposta, a agência anunciou, nesta quinta-feira (12), a liberação de 400 milhões de barris de petróleo dos estoques estratégicos para conter a alta dos preços.

Desde 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel iniciaram ataques aéreos contra o Irã, a produção conjunta de países do Golfo — Iraque, Catar, Kuweit, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita — caiu em pelo menos 10 milhões de barris por dia. Esse volume representa cerca de 10% da demanda global de petróleo.

A IEA alertou que, sem uma rápida retomada das operações de transporte marítimo na região, as perdas na produção podem aumentar ainda mais. A agência destacou que o retorno da produção aos níveis anteriores à crise pode levar semanas ou até meses, dependendo da complexidade das áreas afetadas e do tempo necessário para o retorno de trabalhadores e equipamentos.

A decisão de liberar os 400 milhões de barris do estoque estratégico foi tomada na quarta-feira (11) e representa um volume recorde desde a criação da agência. A maior parte do petróleo liberado virá dos Estados Unidos, que lideram a medida adotada pelos países membros da IEA.

O impacto da guerra também se reflete nos preços internacionais do petróleo. O barril de petróleo Brent atingiu US$ 119,50 na segunda-feira (9), o maior valor desde meados de 2022. Nesta quinta-feira (12), os preços recuaram levemente, chegando a pouco menos de US$ 98 por barril, mas voltaram a subir mais de 6% após o Irã intensificar ataques contra instalações petrolíferas e rotas de transporte na região.

O conflito no Oriente Médio gera preocupação sobre a segurança do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas para o transporte global de petróleo. A instabilidade aumenta o risco de novas interrupções no fornecimento, pressionando os mercados internacionais.

A IEA, responsável por assessorar os países industrializados em políticas energéticas, monitora a situação para ajustar medidas que garantam a estabilidade dos mercados de energia. A liberação dos estoques estratégicos busca evitar impactos mais severos para consumidores e economias globais diante da escalada do conflito.

A agência ressaltou que o retorno à normalidade na produção depende do restabelecimento das condições de segurança e logística, e que os riscos permanecem enquanto o conflito no Oriente Médio não for resolvido.

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Fonte: g1.globo.com

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Fonte: g1.globo.com

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