Os preços do petróleo subiram nesta quarta-feira (11), enqua

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Os preços do petróleo subiram nesta quarta-feira (11), enquanto as Bolsas europeias e asiáticas operaram em queda diante da incerteza provocada pela guerra no Oriente Médio. Sete das maiores economias do mundo retomaram discussões sobre o risco de um novo choque do petróleo, buscando medidas para conter os impactos no mercado.

Por volta das 6h40 (horário de Brasília), o barril de West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, avançava 5,91%, atingindo 88,38 dólares. O Brent do Mar do Norte, referência europeia, subia 5,05%, para 92,23 dólares. A elevação ocorre após uma semana de forte volatilidade, marcada por aumentos expressivos que levaram o preço próximo aos 120 dólares por barril, em razão das tensões no Estreito de Ormuz.

Nas Bolsas de Valores, os principais índices europeus abriram em baixa, com recuos de 0,63% em Paris, 1,15% em Frankfurt, 0,73% em Londres, 0,71% em Madri e 0,75% em Milão. Na Ásia, Hong Kong e Xangai registraravam perdas de 0,2% e 0,3%, respectivamente, enquanto Tóquio fechou em alta de 1,4%.

A guerra no Oriente Médio foi deflagrada em 28 de fevereiro pelos bombardeios liderados por Israel e Estados Unidos contra alvos no Irã, seguidos por represálias de Teerã a diversos países da região. O conflito tem afetado os fluxos de petróleo, especialmente no Estreito de Ormuz, ponto estratégico por onde transitam cerca de 20% da produção mundial.

Na terça-feira, apesar da queda temporária nos preços do petróleo, após declarações do presidente americano Donald Trump sobre um possível fim próximo do conflito, o mercado permanece instável. Segundo analistas, os agentes financeiros aguardam sinais concretos de retomada da estabilidade no Estreito de Ormuz para recuperar a confiança.

John Plassard, diretor de estratégia de investimentos do Cité Gestion Private Bank, afirmou que, mesmo com tentativas de tranquilizar os mercados, a expectativa é por evidências de calma na região para que o cenário mude.

Nos últimos dias, ataques com projéteis a navios na área aumentaram o temor de novas interrupções no fornecimento. A Agência Internacional de Energia (AIE) está prestes a anunciar uma liberação excepcional de reservas de petróleo, a maior desde 2022, quando estados-membros da agência atuaram para minimizar o impacto das sanções impostas à Rússia.

Os ministros de Energia do G7 divulgaram comunicado conjunto sinalizando disposição para adotar todas as medidas necessárias, incluindo o uso coordenado das reservas estratégicas de petróleo. O grupo de sete das maiores economias industriais discutirá o tema em reunião agendada para o início da tarde desta quarta-feira.

A expectativa é que a liberação de reservas supere os 182 milhões de barris disponibilizados em 2022, em resposta às crises globais anteriores. A AIE controla mais de 1,2 bilhão de barris em reservas públicas de emergência, além de aproximadamente 600 milhões em reservas industriais, o que pode colaborar para amenizar a pressão sobre os preços.

No mercado cambial, o dólar manteve estabilidade diante dos movimentos globais, refletindo a cautela dos investidores diante do cenário geopolítico e econômico.

Para empresas brasileiras como a Petrobras, o aumento do preço do petróleo eleva a receita, mas também força revisões na política de preços dos combustíveis, o que pode gerar impacto na inflação doméstica.

Diante da crise em curso, o mercado global segue atento às negociações internacionais e aos desdobramentos da guerra no Oriente Médio, que determinam a trajetória dos preços do petróleo e influenciam investidores e governos no mundo todo.

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Fonte: g1.globo.com

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Fonte: g1.globo.com

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