O Spotify divulgou nesta quarta-feira (11) o relatório

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O Spotify divulgou nesta quarta-feira (11) o relatório Loud & Clear, que revela os valores pagos pela plataforma aos artistas em 2025, mostrando que músicos considerados “em ascensão” receberam cerca de R$ 3 mil por mês em royalties, antes dos repasses a gravadoras e editoras.

Segundo o documento, o 100.000º artista mais bem pago na plataforma gerou mais de US$ 7.300 (aproximadamente R$ 37,6 mil) em royalties no ano. Esse valor representa um aumento superior a vinte vezes em relação a 2015, quando o artista nessa posição recebia cerca de US$ 350.

O pagamento aos artistas varia conforme contratos individuais, pois parte da arrecadação é destinada a gravadoras, distribuidoras e editoras musicais. O valor por reprodução, estimado entre US$ 0,003 e US$ 0,005, depende ainda do país e do alcance do artista no mercado.

Em números práticos, os artistas “em ascensão” no Brasil teriam um catálogo com cerca de 1,2 milhão a 2,7 milhões de streams anuais, o que equivale a cerca de 150 mil plays mensais e entre 40 mil e 80 mil ouvintes ativos por mês. Exemplos nesse grupo incluem nomes como Linn da Quebrada, Rod Melim e Luísa e os Alquimistas.

O relatório também apontou que, em 2025, houve mais de 13.800 artistas que geraram pelo menos US$ 100 mil em royalties apenas com o Spotify, um aumento de quase 1.400 em relação ao ano anterior. Os 80 principais artistas da plataforma faturam juntos mais de US$ 10 milhões por ano.

Os dados indicam ainda que, dois anos após o início da carreira, mais da metade dos royalties dos artistas provém de fora de seus países de origem, evidenciando a globalização do mercado musical digital. Atualmente, músicas em 16 idiomas diferentes alcançaram o Top 50 global do Spotify, mais que o dobro do registrado em 2020.

O Spotify destacou que mais de um terço dos músicos que geram royalties superiores a US$ 10 mil por ano são independentes ou iniciaram suas carreiras por conta própria, utilizando distribuidores independentes para lançar suas obras.

Além dos pagamentos diretos aos artistas, o Spotify informou que desembolsou mais de US$ 11 bilhões para a indústria musical em 2025, elevando o total acumulado ao longo da história da plataforma para quase US$ 70 bilhões.

No setor de shows, a plataforma gerou US$ 1 bilhão em vendas brutas de ingressos no primeiro semestre de 2025, superando os US$ 1,5 bilhão no acumulado do ano.

O relatório registrou também que 2025 foi o ano de maior pagamento da história do Spotify para editoras musicais, com cerca de US$ 5 bilhões distribuídos nos últimos dois anos para organizações de compositores.

Por fim, o documento chamou atenção para o crescimento dos músicos gerados por inteligência artificial, um fenômeno recente que levanta preocupações no setor sobre o impacto no mercado de streaming e nos direitos autorais.

Em resumo, o relatório Loud & Clear mostra uma ampliação dos pagamentos a artistas na plataforma, maior internacionalização dos ouvintes e crescimento de novos perfis no mercado musical digital.

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Fonte: g1.globo.com

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Fonte: g1.globo.com

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