O serviço ferroviário de passageiros entre Pequim, na China, e Pyongyang, na Coreia do Norte, será retomado em 12 de março de 2025 após seis anos de suspensão, com todas as passagens para a primeira viagem esgotadas, informou a bilheteria oficial chinesa nesta terça-feira (10). A conexão, interrompida desde 2020 devido à pandemia de Covid-19, volta a operar para fortalecer o transporte e o comércio entre os dois países.
A passagem foi vendida principalmente para empresários, funcionários do governo e jornalistas, e era restrita a viajantes com visto de negócios. Ainda há bilhetes disponíveis para a segunda viagem, agendada para 18 de março. A retomada sinaliza uma movimentação gradual para reabrir rotas e ampliar intercâmbios entre China e Coreia do Norte.
A autoridade ferroviária chinesa confirmou que os trens entre Pequim e Pyongyang vão circular quatro vezes por semana, nos dias segundas, quartas, quintas e sábados. Além disso, trens entre Dandong, na China, e Pyongyang operarão diariamente, ampliando as opções de transporte entre as regiões fronteiriças.
De acordo com o comunicado oficial, a reinauguração do serviço deve contribuir para aumentar o comércio, as viagens e a cooperação econômica entre ambos os países, reforçando os laços econômicos e diplomáticos. A Coreia do Norte mantém, porém, grande parte de suas fronteiras fechadas a estrangeiros, com exceções limitadas para grupos turísticos restritos, principalmente de origem russa.
Antes da pandemia, turistas chineses representavam a maior maioria dos visitantes estrangeiros na Coreia do Norte, porém o volume de turistas estrangeiros caiu consideravelmente desde 2020. Agências de turismo que operam excursões ao país relatam condições rígidas para circulação de turistas internacionais.
Além da retomada do trem, foi anunciado o cancelamento da Maratona de Pyongyang prevista para o próximo mês, sob motivos não especificados. A competição é um dos poucos eventos na Coreia do Norte que permite a participação estrangeira, reforçando a cautela do governo norte-coreano nas operações internacionais.
A reabertura da linha ferroviária é vista como um passo para a normalização das relações comerciais e sociais entre China e Coreia do Norte após anos de restrições impostas pela pandemia. O fluxo regular de trens pode ampliar oportunidades para negócios e fortalecer a presença chinesa no mercado norte-coreano.
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Fonte: g1.globo.com
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