O governo federal avalia medidas para conter a alta do

O governo federal avalia medidas para conter a alta do preço do petróleo em decorrência da guerra no Oriente Médio, segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. A avaliação ocorreu após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta terça-feira (13) em Brasília.
Silveira afirmou que o governo descarta intervenção na Petrobras, considerando tal ação “irresponsável” devido à governança da empresa, que é de capital aberto e listada na bolsa de Nova York. Ele defendeu a manutenção do mercado livre e disse que o governo não tomará ações que comprometam a gestão da estatal.
O ministro também afirmou que não há risco de desabastecimento de combustíveis no país, apesar da alta recente nos preços da gasolina e do diesel. Ele classificou os aumentos regionais como resultado de “criminosa especulação” de distribuidoras e revendedores, e anunciou a aplicação de multas e fiscalização rigorosa com apoio da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Polícia Federal, Procon e outros órgãos de controle.
Para monitorar a situação, o Ministério de Minas e Energia criou uma Sala de Monitoramento do Abastecimento, que visa identificar rapidamente eventuais riscos no fornecimento e coordenar ações para garantir a segurança energética e a normalidade do abastecimento. A ação segue práticas já adotadas em crises geopolíticas anteriores.
Silveira lembrou que a alta do preço do petróleo ultrapassou os US$ 100 por barril desde o início do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, atingindo o maior nível desde fevereiro de 2022, quando teve início a guerra entre Rússia e Ucrânia. Ele informou que o governo está acompanhando os movimentos do mercado internacional para reagir conforme necessário.
Além disso, o ministro mencionou a possibilidade de adoção do horário de verão em 2024 como medida para ajudar na gestão energética do país, embora essa decisão ainda esteja em avaliação.
O governo também trabalha para coibir abusos no preço cobrado nos postos de combustíveis e envolve órgãos de fiscalização para combater práticas irregulares que possam prejudicar os consumidores durante o período de instabilidade internacional.
A criação da Sala de Monitoramento ocorre num contexto de instabilidade global que afeta os preços internacionais do petróleo, mas o governo mantém a posição de que o mercado brasileiro está abastecido e que não há motivos para preocupação quanto ao fornecimento interno.
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Fonte: g1.globo.com
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