Com o turismo global próximo de atingir 1,8 bilhão de deslocamentos anuais, vários países adotam medidas para controlar o excesso de visitantes em destinos populares. Cidades e governos buscam equilibrar a chegada crescente de turistas com a qualidade de vida dos moradores e a preservação dos locais.
No Japão, a cidade de Fujiyoshida cancelou em 2026 o tradicional festival das cerejeiras devido a relatos de mau comportamento dos visitantes, como lixo e invasão de propriedades privadas. A região já adotou outras ações, incluindo a construção de barreiras para impedir o acesso a pontos turísticos e o uso de tecnologia para gerenciar o fluxo de pessoas. Em Kyoto, por exemplo, há restrições para fotografar gueixas e controle digital das multidões por meio de aplicativos que orientam os horários mais adequados para visitas.
Nos Estados Unidos, o foco está na gestão financeira. Desde 2026, turistas internacionais pagam uma sobretaxa para acessar parques nacionais bastante procurados, como Yellowstone e Grand Canyon. O passaporte anual para não residentes teve o preço triplicado, buscando reduzir a superlotação e os impactos ambientais. O aumento nos ingressos, no entanto, tem provocado filas maiores na entrada dos parques.
A Jamaica adota uma estratégia diferente, incentivando a visitação fora da alta temporada por meio de seguros contra chuvas em pacotes turísticos. Esta medida busca ampliar o fluxo de turistas durante os meses menos movimentados, reduzindo a concentração no período de maior movimento e aumentando a estabilidade econômica do setor.
Na Espanha, a ilha de Maiorca utiliza inteligência artificial para orientar os visitantes sobre os melhores horários e locais para passeio, promovendo atrações menos frequentadas e aliviando o congestionamento nas praias. A plataforma integrada monitora dados em tempo real e recomenda alternativas culturais, como oficinas artesanais e visitas a produtores locais. Complementarmente, campanhas locais incentivam o respeito à cultura e ao ambiente da ilha.
Copenhague, capital da Dinamarca, experimenta um programa que recompensa turistas por atitudes sustentáveis, como a coleta de lixo e o uso de bicicleta para deslocamento. O CopenPay já atraiu dezenas de milhares de participantes e gerou interesse internacional. A iniciativa visa promover um comportamento turístico responsável e criar impactos positivos duradouros nas comunidades locais.
Especialistas apontam que não há soluções isoladas para o turismo excessivo, que envolve fatores econômicos, sociais e ambientais. O equilíbrio depende da integração de tecnologias, políticas de preços, educação do visitante e divulgação de locais alternativos para visitação. Apesar dos desafios, os destinos buscam garantir experiências positivas aos turistas sem comprometer a vida cotidiana dos moradores e a conservação dos pontos turísticos.
Essas estratégias refletem uma tendência global de adaptação diante do crescimento contínuo do turismo, que pressiona infraestruturas e ecossistemas. A gestão eficaz do fluxo de visitantes é vista como essencial para a sustentabilidade do setor e para a manutenção do patrimônio cultural e natural dos destinos.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com

