Economia

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) solicitou ao

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) solicitou ao
  • Publishedmarço 10, 2026

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) solicitou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), nesta terça-feira (10), a abertura de investigação sobre os aumentos recentes nos preços dos combustíveis no Brasil, mesmo sem reajustes realizados pela Petrobras nas refinarias.

Nos últimos dias, sindicatos do setor relataram aumentos ou previsões de alta para gasolina e diesel em várias regiões do país, atribuídos à valorização do preço internacional do petróleo após o conflito iniciado em 28 de fevereiro entre Estados Unidos, Israel e Irã.

Representantes de entidades como Sindicombustíveis-DF, Sulpetro (RS), Sindicombustíveis Bahia, Sindipostos-RN e Minaspetro (MG) informaram que os aumentos já estão sendo repassados às revendas ou devem ocorrer em breve, com variação de até R$ 0,80 por litro no diesel e R$ 0,30 por litro na gasolina.

Em Brasília, o presidente do Sindicombustíveis-DF apontou ao Correio Braziliense uma defasagem entre os preços praticados pela Petrobras e os valores internacionais, estimada em R$ 1,60 no diesel e R$ 0,70 na gasolina. Segundo ele, essa diferença indicaria possibilidade de novos reajustes caso a estatal decida por atualizar seus preços.

No Rio Grande do Sul, o Sulpetro informou aumentos de até R$ 0,62 no diesel e R$ 0,30 na gasolina. Na Bahia, os reajustes chegaram a 17,9% no diesel e 11,8% na gasolina, conforme dados da refinaria de Mataripe (Acelen).

No Rio Grande do Norte, o preço da gasolina subiu de R$ 2,59 para R$ 2,89 por litro, enquanto o diesel S500 passou de R$ 3,32 para R$ 4,07. Em Minas Gerais, o Minaspetro classificou o cenário como delicado e destacou estoques baixos em alguns postos.

A Senacon requisitou ao Cade que analise se os aumentos recentes configuram prática que possa violar a ordem econômica, uma vez que a política de preços da Petrobras permanece sem alterações. Até o momento, o Cade não se pronunciou sobre a abertura oficial do processo.

A investigação busca esclarecer possíveis distorções no mercado que afetem o consumidor final, sobretudo diante da estabilidade nas tabelas de preços praticadas pela Petrobras nas refinarias, principal referência para o setor no país.

Ainda que o preço internacional do petróleo tenha sofrido oscilações, a Senacon destaca a importância de se avaliar a formação de preços no mercado interno para garantir transparência e evitar práticas que prejudiquem o consumidor.

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Fonte: g1.globo.com


Fonte: g1.globo.com

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Caio Marcio

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