Economia

Uma usina de dessalinização no Bahrein foi atingida

Uma usina de dessalinização no Bahrein foi atingida
  • Publishedmarço 9, 2026

Uma usina de dessalinização no Bahrein foi atingida por um ataque de drone iraniano no domingo (8), em meio ao aumento da tensão no Oriente Médio envolvendo infraestruturas essenciais para o abastecimento de água na região. O incidente ocorre um dia após o Irã acusar o Bahrein de atacar uma instalação similar em Qeshm, que prejudicou o fornecimento de água para 30 vilarejos.

Ataques à infraestrutura hídrica são incomuns em conflitos, mas vêm crescendo no atual confronto no Oriente Médio, sobretudo contra usinas de dessalinização. Essa forma de água potável é vital para milhões na região, que enfrenta escassez hídrica severa.

O Oriente Médio concentra cerca de 42% da capacidade mundial de dessalinização, segundo estudo recente divulgado na revista Nature. Países como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Omã e Kuwait dependem em grande parte desses sistemas para o abastecimento urbano.

Nos Emirados Árabes Unidos, 42% da água potável provém da dessalinização; na Arábia Saudita, esse índice alcança 70%; em Omã, 86%; e no Kuwait, 90%, conforme levantamento do Instituto Francês de Relações Internacionais (Ifri) de 2022.

Analistas ressaltam que a dessalinização é estratégica para grandes centros urbanos como Dubai e Riade. Um relatório da CIA de 2010 destacou que a interrupção dessas instalações poderia causar danos mais graves que a perda de qualquer outra indústria na região.

Ataques anteriores em usinas de dessalinização foram registrados durante a última década em países como Iêmen, Arábia Saudita e no território de Gaza. No entanto, antes de 2016, a última ocorrência significativa remonta à Guerra do Golfo, em 1991.

Além das ações diretas, essas instalações são vulneráveis a cortes de energia e à contaminação da água do mar, principalmente por vazamentos de petróleo. Empresas que operam o sistema reforçaram a segurança e adotaram medidas de monitoramento para prevenir novos ataques.

Segundo Philippe Bourdeaux, diretor para África e Oriente Médio da Veolia, algumas autoridades militares implantaram defesas antiaéreas próximas às maiores usinas para proteger contra drones e mísseis. Os operadores também possuem equipamentos para mitigar impactos causados por poluentes no mar.

Especialistas alertam que a continuidade desse tipo de ataque pode desencadear crises mais severas, incluindo a saída em massa de população urbana e restrições extremas no consumo de água. A economia local também sofreria consequências, afetando setores como turismo, indústria e tecnologia.

Apesar do risco, as usinas costumam estar interligadas, o que permite redirecionar o abastecimento e reduzir o impacto de falhas isoladas. Muitas mantêm reservas de água para garantir o suprimento entre dois e sete dias, desde que a interrupção não se prolongue.

O conflito na região aumenta a preocupação com a segurança de recursos essenciais, e a água pode se tornar um novo alvo estratégico, intensificando a instabilidade no Oriente Médio.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Caio Marcio

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