O dólar abriu em alta nesta segunda-feira (9), com avanço

Imagem: s2-g1.glbimg.com

O dólar abriu em alta nesta segunda-feira (9), com avanço de 0,52% por volta das 9h10, sendo negociado a R$ 5,2721, refletindo a atenção dos investidores ao cenário externo, especialmente às tensões no Oriente Médio. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, iniciou suas atividades às 10h, acompanhando as incertezas globais e dados econômicos locais.

O mercado reagiu à escalada do conflito entre Estados Unidos, Israel, Irã e Líbano, com novos ataques americanos e israelenses nesta segunda, ampliando o poder de fogo contra o Irã. O comando militar dos EUA anunciou uma nova fase da guerra, focada em atacar o programa de mísseis iraniano e a infraestrutura do regime dos aiatolás. O bloqueio do Estreito de Ormuz acendeu alertas sobre possíveis impactos no mercado mundial de petróleo.

O preço do barril de Brent chegou a subir 8,5% na última sexta-feira, cotado a US$ 92, em meio à preocupação com o fornecimento global. O WTI, referência dos EUA, teve alta de 12,34%, cotado a US$ 91,23. O Iraque diminuiu a produção em quase 1,5 milhão de barris por dia, enquanto o Catar decretou força maior nas exportações, atrasando a normalização da oferta de gás natural liquefeito.

No cenário doméstico, o foco está na nova prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, levado para isolamento em Penitenciária no interior de São Paulo. A Operação Compliance Zero revelou que Vorcaro comandava um grupo privado para intimidar e espionar adversários, com envolvimento de servidores do Banco Central.

A agenda econômica trouxe destaque para o payroll dos Estados Unidos, que mostrou o fechamento de 92 mil vagas em fevereiro, revertendo a criação revisada de 126 mil postos em janeiro. O resultado surpreendeu analistas, reduzindo expectativas de recuperação no mercado de trabalho americano e aumentando apostas em cortes antecipados de juros pelo Federal Reserve.

Outro dado analisado pelos investidores foi o lucro da Petrobras em 2025, que atingiu R$ 110,1 bilhões, um crescimento de cerca de 200% em relação a 2024. A estatal informou que o aumento da produção e ganhos em eficiência operacional compensaram a queda de 14% no preço do petróleo Brent ao longo do ano. As ações preferenciais da empresa subiram 3,74% na última sessão.

No âmbito global, os mercados acionários fecharam em queda na última sexta-feira. Em Wall Street, o Dow Jones recuou 0,93%, o S&P 500 caiu 1,33% e o Nasdaq Composite teve baixa de 1,59%. Na Europa, o índice pan-europeu STOXX 600 registrou queda de 1,02%, no pior desempenho semanal em quase um ano. Destaque para perdas nos índices alemão DAX (-0,94%), francês CAC-40 (-0,65%) e italiano FTSE Mib (-1,02%).

Na Ásia, apesar da alta nas bolsas chinesas e de Hong Kong nesta sexta-feira, o desempenho semanal foi negativo, influenciado pelas incertezas geopolíticas e sinais econômicos contidos. O índice de Xangai subiu 0,38%, o CSI300 avançou 0,27% e o Hang Seng valorizou 1,72%. O Nikkei registrou alta de 0,6% e o Kospi teve leve aumento de 0,02%.

O comportamento do dólar reflete o movimento dos mercados globais em meio a uma combinação de fatores internacionais, incluindo hostilidades militares e dados econômicos. No Brasil, o impacto direto é moderado, com o Ibovespa reagindo a esses elementos e às movimentações empresariais locais.

O cenário segue volátil, com os investidores atentos tanto aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio quanto às publicações econômicas globais e nacionais. As próximas sessões serão determinantes para consolidar a tendência do dólar e dos índices acionários no país e no exterior.

Palavras-chave para SEO: dólar em alta, Ibovespa, mercado financeiro, Oriente Médio, conflito Irã, preço do petróleo, Petrobras lucro, payroll EUA, mercados globais, guerra no Oriente Médio.

Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Sair da versão mobile