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A Polícia Federal utiliza programas especializados para recu

A Polícia Federal utiliza programas especializados para recu
  • Publishedmarço 9, 2026

A Polícia Federal utiliza programas especializados para recuperar mensagens e dados armazenados em celulares apreendidos, mesmo quando os aparelhos estão desligados ou bloqueados. As ferramentas, como os softwares israelense Cellebrite e americano Greykey, permitem a extração de informações cruciais para investigações criminais.

Esses programas acessam conteúdos de dispositivos iPhone e Android por meio de técnicas que contornam a necessidade da senha de bloqueio. Para garantir a integridade dos dados, a PF coloca os celulares em recipientes que bloqueiam sinais eletromagnéticos, conhecidos como gaiolas de Faraday, evitando que os proprietários apaguem remotamente as informações.

Conforme explicou Wanderson Castilho, perito em segurança digital, o método de extração varia de acordo com o estado do aparelho. Quando o celular está bloqueado, o software tenta descobrir a senha ao ser conectado por cabo USB. Caso o dispositivo esteja desligado ou com danos, é adotada a técnica chamada “chip off”, que consiste em desmontar componentes como o chip de memória para transferir os dados para outro equipamento.

A rapidez na perícia é fundamental, pois algumas informações, como a senha de bloqueio, ficam armazenadas temporariamente na memória do aparelho. “Com algumas ferramentas, é possível encontrar e quebrar essa senha de forma mais fácil; se o celular for desligado e ligado novamente, essa operação se torna mais difícil”, explicou Castilho.

Para dificultar a extração, alguns dispositivos são configurados para reiniciar automaticamente após um período bloqueado, como ocorreu com uma atualização do iPhone em 2024 que reinicia o aparelho se permanecer bloqueado por mais de três dias.

No caso do celular desligado, a técnica chip off envolve enviar pulsos elétricos para extrair dados dos componentes internos, principalmente da memória, mesmo sem a ativação da tela ou do sistema operativo. Segundo o perito, o processo requer desmontagem, remoção dos componentes e uma espécie de remontagem para realizar a extração.

O custo da licença para uso dessas ferramentas é elevado, podendo chegar a cerca de US$ 50 mil (aproximadamente R$ 270 mil) por ano. Apesar desse valor, essas tecnologias são consideradas essenciais para investigações que dependem da recuperação de informações digitais presentes nos aparelhos móveis.

Esses procedimentos evidenciam a dependência crescente da perícia digital em investigações policiais no Brasil, onde o acesso a mensagens e arquivos em celulares apreendidos pode ser decisivo para elucidar casos complexos.

Palavras-chave relacionadas: perícia digital, extração de dados, programas de recuperação de mensagens, Polícia Federal, Cellebrite, Greykey, gaiola de Faraday, chip off, segurança digital, investigação criminal, bloqueio de celular, iPhone, Android, recuperação de dados apagados.

Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Caio Marcio

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