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Versos de funk brasileiro viralizaram em vídeos que

Versos de funk brasileiro viralizaram em vídeos que
  • Publishedmarço 8, 2026

Versos de funk brasileiro viralizaram em vídeos que apoiam e criticam o Irã durante o atual conflito envolvendo o país, os Estados Unidos e Israel. Perfis iranianos, israelenses e de outras nacionalidades nas redes sociais têm usado trechos das músicas para expressar suas posições políticas e culturais.

Em um dos vídeos, o líder supremo falecido Ali Khamenei é exaltado ao som de um remix lento e grave em estilo “brazilian phonk”, que incorpora bases do funk brasileiro. Versos como “vai ser só colocadão / nas novinhas do xe*ecão” servem como trilha sonora para uma imagem que destaca figuras do regime iraniano.

Outro perfil anônimo pró-regime publicou um vídeo com fotos da família Pahlavi, que governou o Irã antes da Revolução de 1979. A legenda critica Reza Pahlavi, herdeiro do último xá, afirmando que ele “está esperando que os israelenses os façam rei”. A mesma batida do “brazilian phonk” acompanha a mensagem.

O TikTok abriga vídeos que celebram a oposição ao regime, também usando a batida brasileira. Um vídeo com estilo “fancam” exalta o último xá com versos explícitos em português, como “Mina linda safadinha, arregaço esse popô”. O usuário que publicou a peça não se identifica e apresenta a frase “viva o rei” em farsi, um slogan monarquista tradicional.

Não há indicação de que os autores desses vídeos compreendam o conteúdo sexual das letras em português. A batida agressiva do “brazilian phonk” parece ser o elemento principal para passar uma sensação de força aos personagens mencionados.

Do lado israelense, um perfil utiliza a mesma sonoridade para exaltar os caças militares do país, com versos repetidos como “vai segurando”. Vídeos em diferentes plataformas mostram a troca de mísseis entre Irã e Israel, com legendas que indicam vitórias do lado iraniano e usando o funk como trilha.

A produção e divulgação do “brazilian phonk” acontecem em geral sem identificação dos cantores originais das amostras de funk usado. Os vocais são fragmentos que circulam amplamente na internet, dificultando a atribuição de autoria.

Na esfera contra o regime iraniano, a iraniana-britânica Romina compartilhou um vídeo dançando a música “No batidão” e declarou que representa sua expressão “em toda a festa quando o Irã for livre”. A mesma faixa é usada em conteúdo humorístico que ironiza o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu.

Um perfil anônimo apresenta Netanyahu acompanhado da legenda que o defende contra acusações, enquanto a montagem exibe versos em português como “Ela desce, ela sobe, no baile é pressão”. O uso das batidas e letras do funk brasileiro vira símbolo da força e resistência para diferentes grupos em conflito.

O fenômeno mostra a circulação global e multifacetada da cultura musical brasileira, que chega a ser apropriada em contextos políticos internacionais. A escolha pela batida do “brazilian phonk” reforça conexões sonoras que transcendam o idioma e carregam mensagens de poder e disputa.

Apesar da ausência de interpretação consciente das letras, a força rítmica do gênero viraliza e se adapta a narrativas diversas no conflito envolvendo o Irã, seus opositores e os países envolvidos direta ou indiretamente.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Vitor Souza

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