O baterista pernambucano Pupillo lançou em 6 de

O baterista pernambucano Pupillo lançou em 6 de março seu primeiro álbum solo, intitulado “Pupillo”, com 12 faixas instrumentais que misturam sons regionais do Recife com influências internacionais. Gravado em Los Angeles e produzido em parceria com o norte-americano Mario Caldato Jr., o disco apresenta uma produção diversificada que une tradição e contemporaneidade.
Romário Menezes de Oliveira Jr., conhecido como Pupillo, é músico, compositor e produtor. No novo álbum, ele explora temas autorais sem letras, mas com vocais usados como elementos sonoros, como na faixa “Forró no asfalto”, com participação da cantora Agnes Nunes. A obra foi lançada pelo selo americano Amor in Sound.
O repertório destaca a mistura de sons brasileiros com texturas globais. O álbum começa com “Tropical exótica”, parceria com o baixista Alberto Continentino, que traz uma atmosfera psicodélica. A faixa incorpora elementos que remetem às memórias musicais do artista e ao som característico de Pernambuco.
Em outras faixas, Pupillo experimenta grooves de estilos diversos. “Bem bom”, composta com Hervé Salters, tecladista francês, apresenta influência do rock-funk eletrônico global. Já temas como “Pifando” retomam as raízes locais, com o som do pífano, atribuído à influência da tradicional Banda de Pífanos de Caruaru.
A diversidade sonora do álbum percorre gêneros e ritmos, incluindo o boom bap em “Fealhá”, parceria com a cantora Céu, que também participa com vocais no registro. Instrumental e colaborativo, o trabalho conta ainda com a participação de músicos como Amaro Freitas, que toca piano jazzístico em “Fervendo o chão com Amaro!”.
Além das referências regionais, o álbum traz homenagens a figuras importantes da música nordestina. A faixa “O sopro de Naná” é uma homenagem ao percussionista Naná Vasconcelos. Nela, Pupillo combina berimbau e colaboração do músico Rodrigo Amarante em synthesizers.
Outros convidados ampliam a sonoridade do disco. No tema “Navegando os novos tempos”, a cantora portuguesa Carminho contribui com vocais que fogem ao tradicional fado. “Que é isso, bicho?” incorpora viola portuguesa e a sanfona de Felipe Costa, reforçando a coexistência entre influências nacionais e internacionais.
Pupillo mantém o protagonismo em bateria e percussão ao longo das faixas, apesar da variedade de instrumentos e convidados. O álbum transita entre grooves eletrônicos, como em “Mica sonic groove”, e sonoridades jazzy em “Entrée”, com vibrafone de Jota Moraes e participação vocal de Amarante.
O disco tem aproximadamente 37 minutos e apresenta um trabalho que equilibra a cultura pernambucana com uma visão musical global. Pupillo contextualiza o álbum como uma homenagem às suas memórias e ao movimento cultural do Manguebit, que influenciou sua carreira desde meados dos anos 1990.
A produção musical de Mario Caldato Jr. contribui para a qualidade do som e da mixagem, encerrando o álbum com a faixa “De chegada”, parceria com o guitarrista Pedro Martins. O disco é considerado um retrato da pluralidade da música de Pernambuco no século XXI e pode ganhar ainda maior reconhecimento com o tempo.
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Fonte: g1.globo.com
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