A guerra no Irã, que completa uma semana, pode causar

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A guerra no Irã, que completa uma semana, pode causar aumento prolongado nos preços globais de combustíveis devido a danos em instalações, interrupções logísticas e riscos no transporte marítimo. O conflito ocorre principalmente no Estreito de Ormuz, região estratégica para o escoamento de petróleo, e gera impacto direto nas cadeias de suprimentos e economias mundiais.

A situação levou à suspensão de cerca de 20% do fornecimento global de petróleo bruto e gás natural. Teerã intensificou ataques contra navios e infraestrutura energética regional, provocando o fechamento quase total do Estreito de Ormuz. Grandes produtores como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Iraque e Kuwait interromperam embarques equivalentes a 1,4 dia da demanda global.

Com o fechamento do Estreito, os estoques na região do Golfo Pérsico se esgotam rapidamente. Campos no Iraque já reduziram a produção, e Kuwait e Emirados Árabes Unidos podem seguir o mesmo caminho. Fontes do setor afirmam que, sem o transporte marítimo regular, produtores da região ficarão isolados.

Especialistas alertam que mesmo com o fim do conflito, o retorno à produção normal pode levar semanas ou meses, devido à necessidade de reparos nas instalações danificadas. Amir Zaman, da Rystad Energy, destaca que a recuperação depende da idade e do tipo dos campos afetados.

Ataques iranianos atingiram refinarias, terminais e infraestruturas em vários países. O Catar declarou força maior em suas exportações de gás após ataques com drones, podendo demorar ao menos um mês para normalizar a produção. A refinaria de Ras Tanura, da Saudi Aramco, foi fechada, sem detalhes sobre os danos.

O governo dos Estados Unidos justificou ataques contra o Irã alegando ameaça iminente ao país, sem fornecer detalhes adicionais. O presidente Donald Trump destacou preocupação com o programa nuclear iraniano.

A segurança no Estreito de Ormuz, crucial para o transporte de petróleo, permanece incerta. Embora Trump tenha oferecido escolta naval e apoio financeiro às embarcações, o Irã pode sustentar ataques prolongados com drones, segundo fontes militares e de inteligência.

O conflito também pode levar países a aumentar suas reservas estratégicas de petróleo como medida preventiva, o que aumentaria a demanda e sustentaria preços elevados. Isso agrava a vulnerabilidade econômica global e pressiona líderes políticos, incluindo Trump, às vésperas das eleições de meio de mandato nos EUA.

Na Ásia, região altamente dependente do petróleo do Oriente Médio, o impacto já é visível. A Índia declarou força maior para exportação de gasolina; refinarias na China reduziram produção e suspenderam exportações; Tailândia e Vietnã interromperam embarques de combustíveis.

A crise favorece a Rússia, que, apesar da pressão dos EUA para limitar suas exportações, vê aumento nas vendas para países como a Índia. No Japão, contratos futuros de energia subiram mais de um terço na última semana, e motoristas em Seul formaram filas em postos de gasolina.

Para a Europa, o aumento equivale a um segundo impacto, após as sanções contra a Rússia em 2022. O bloco precisa de 180 cargas adicionais de gás natural liquefeito para manter estoques antes do inverno.

Nos Estados Unidos, o preço médio da gasolina atingiu US$ 3,32 por galão, alta de 34 centavos na semana. O diesel chegou a US$ 4,33 por galão, também em alta. O aumento representa risco político para Trump, já que preços de combustível influenciam a percepção dos eleitores sobre a inflação.

Analistas do JP Morgan apontam que o mercado está ajustando preços para lidar com interrupções operacionais, e não apenas riscos geopolíticos. A instabilidade prolongada no setor energético deve continuar enquanto houver incertezas no Oriente Médio.

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Fonte: g1.globo.com

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Fonte: g1.globo.com

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