Harry Styles lançou na sexta-feira (6) o álbum “Kiss All The Time. Disco, Occasionally”, com uma proposta mais experimental e dançante em sua carreira musical. Após um período de afastamento desde 2023, o cantor reaparece com um trabalho que se distancia dos artistas que tentam seguir seu estilo.
Nos últimos anos, surgiram vários músicos comparados a Harry Styles, como Sombr, Role Model e Benson Boone. Eles compartilham uma estética similar e seguem um padrão que dialoga com a imagem construída por Styles, mas nenhum alcançou seu destaque ou originalidade até o momento.
Harry Styles representa um modelo específico no cenário pop contemporâneo: um homem branco que atrai tanto público hétero quanto LGBTQ+ ao expressar feminilidade sem recorrer à masculinidade agressiva típica do rock. Ele evita apropriação cultural e mantém respeito de ídolos consagrados como Stevie Nicks e Elton John.
Inspirado por artistas que desafiaram normas de gênero, como David Bowie, Freddie Mercury e Prince, Styles busca equilíbrio para não se envolver em polêmicas que possam prejudicar sua imagem. Mesmo assim, ele enfrentou críticas, incluindo acusações de queerbaiting e controvérsias públicas, como a reação ao seu discurso no Grammy em 2023, quando afirmou que seu prêmio de Álbum do Ano era algo incomum para pessoas como ele.
Durante seu afastamento, enquanto muitos tentaram ocupar seu espaço, nenhum conseguiu substituir Styles. Os artistas emergentes que lembram seu estilo têm conseguido certa popularidade, especialmente nas redes sociais, mas ainda não atingiram seu patamar de influência.
O novo álbum reflete uma mudança intencional de Harry Styles, que busca fugir da simples imitação do passado e se aventurar por territórios musicais menos convencionais para ele. “Kiss All The Time. Disco, Occasionally” destaca uma produção que mescla voz processada e batidas eletrônicas, criando uma atmosfera que aproxima o ouvinte da experiência de estar no meio de uma multidão.
O disco abandona a estrutura tradicional de músicas pop com refrões marcantes e cresce com elementos como loops, sintetizadores e trechos instrumentais mais elaborados. Essa abordagem traz um tom mais moderno, aproximando Styles de referências de dance pop indie, como Metronomy e Bloc Party.
Embora o álbum não seja unanimemente elogiado como obra-prima, ele representa uma renovação importante para o artista, que aproveitou seu tempo afastado dos holofotes para buscar novas influências e manter sua relevância. Essa ousadia para experimentar abre espaço para ele continuar à frente dos artistas que tentam seguir seu caminho.
Ao optar por inovar em vez de permanecer na zona de conforto, Harry Styles reforça sua posição única no pop atual e mostra como um artista pode se reinventar para manter a atenção do público e da crítica. O novo disco é uma demonstração clara desse movimento, que pode estabelecer a direção de sua carreira nos próximos anos.
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Fonte: g1.globo.com
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