A diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalin

A diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, afirmou nesta quinta-feira (5), em Bangkok, que a economia global está sendo “testada mais uma vez” pela guerra no Oriente Médio, que entrava em seu sexto dia. Georgieva destacou que o aumento da frequência e imprevisibilidade dos choques econômicos tornam a incerteza uma nova constante para os países.
O conflito teve início no último sábado (28), quando os Estados Unidos e Israel realizaram bombardeios em Teerã que resultaram na morte do líder supremo iraniano Ali Khamenei e outros altos representantes do Irã. Desde então, o país tem retaliado contra Israel e países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, ampliando o confronto.
Nesta quinta-feira (5), o secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, assumiu a responsabilidade por um ataque submarino que afundou um navio de guerra iraniano perto do Sri Lanka, causando 87 mortes e 32 feridos. Esse episódio é raro desde a Segunda Guerra Mundial. Hegseth também afirmou que as forças americanas controlam a situação no sexto dia de conflito e prometeu novas operações militares.
A escalada do conflito tem impactos diretos na economia global e brasileira, principalmente pela pressão sobre os preços do petróleo e do dólar. O preço do barril ultrapassou US$ 82 nesta semana, o maior valor desde janeiro de 2025. O bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã contribui para a expectativa de alta contínua nos preços do petróleo, que influencia os custos dos combustíveis no Brasil.
O dólar também apresentou valorização frente ao real, atingindo R$ 5,16 na segunda-feira (2) e continuando em alta nos dias subsequentes. Essa valorização eleva o custo de produtos e insumos importados, o que pode acelerar o aumento da inflação no país.
Especialistas alertam que o aumento nos preços do petróleo e do dólar gera uma “mudança de preços relativos”, que pode afetar não só os preços atuais como também as projeções inflacionárias para os próximos anos. Esse cenário pode limitar o crescimento econômico ao impactar setores como transporte, indústria e agronegócio.
O Banco Central do Brasil, por meio do Comitê de Política Monetária (Copom), monitora esses indicadores para ajustar a taxa de juros com o objetivo de alcançar a meta de inflação de 3% em doze meses, válida até setembro de 2027. Essa política busca controlar a inflação considerando os efeitos defasados das mudanças econômicas no país.
Diante da guerra no Oriente Médio, cresce o desafio para as autoridades monetárias e econômicas em controlar os efeitos sobre mercados financeiros, preços e crescimento global. O FMI acompanha de perto o desenrolar do conflito e seus impactos para ajustar recomendações e políticas internacionais.
—
Palavras-chave relacionadas para SEO:
guerra no Oriente Médio, economia global, Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva, preço do petróleo, cotação do dólar, inflação no Brasil, Banco Central, Copom, conflito Irã e Israel, impactos econômicos, mercado financeiro, geopolítica.
Fonte: g1.globo.com
Imagem: s2-g1.glbimg.com
Fonte: g1.globo.com