A China anunciou sua meta de crescimento econômico

A China anunciou sua meta de crescimento econômico anual mais baixa em décadas, entre 4,5% e 5%, durante a reunião política anual conhecida como “Duas Sessões”, realizada em Pequim nesta quinta-feira (15). A meta foi estabelecida para enfrentar a estagnação do consumo e a crise no mercado imobiliário.
Na mesma ocasião, o governo chinês anunciou um aumento de 7% no orçamento de defesa, que deve alcançar 1,9 trilhão de yuans (US$ 276,8 bilhões), o segundo maior do mundo. A medida visa contrabalançar os Estados Unidos e reforçar as reivindicações da China sobre Taiwan e o Mar da China Meridional.
Apesar do crescimento econômico em desaceleração, a China mantém sua posição como segunda maior economia mundial e responde por um terço do crescimento global. No entanto, enfrenta desafios internos e pressões comerciais de Washington.
O primeiro-ministro Li Qiang ressaltou na abertura da Assembleia Popular Nacional (APN) que as conquistas do ano anterior foram difíceis diante de um cenário externo e interno “grave e complexo”. Ele destacou a necessidade de ajustes políticos para lidar com crises entrelaçadas e desafios econômicos.
A meta de crescimento para 2024 é a mais baixa desde 1991, exceto por 2020, quando Pequim não estabeleceu um objetivo devido ao impacto da pandemia de covid-19.
Durante as “Duas Sessões”, parlamentares e líderes se reúnem no Grande Salão do Povo, em uma sessão organizada e supervisionada pelo presidente Xi Jinping. O processo inclui a aprovação de projetos de lei e reformas que, em grande parte, já foram decididos pelo Partido Comunista Chinês (PCC).
O PCC defende uma mudança no modelo econômico, deixando de focar nos motores tradicionais, como exportações e manufatura, para priorizar o consumo interno.
Outros objetivos para 2024 incluem controlar a inflação próxima a 2% e garantir que o crescimento da renda dos residentes acompanhe o crescimento econômico, conforme relatado por Li.
A economia chinesa apresenta desaceleração há alguns anos devido ao amadurecimento econômico. Em 2023, a economia cresceu cerca de 5%, impulsionada por exportações sólidas, que geraram um superávit comercial recorde de 1,2 trilhão de dólares, apesar da prolongada guerra comercial com os Estados Unidos.
Além das metas econômicas, Pequim deve divulgar seu 15º Plano Quinquenal, que orientará o desenvolvimento nacional até 2030. O documento enfatizará avanços tecnológicos em inteligência artificial, produção de alta tecnologia e segurança energética e de recursos naturais.
As medidas anunciadas refletem a adaptação da China a um cenário global complexo e buscam preparar o país para os desafios econômicos e geopolíticos previstos nas próximas décadas.
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Fonte: g1.globo.com
Fonte: g1.globo.com