A Anthropic retomou nesta quinta-feira (5) as negociações

A Anthropic retomou nesta quinta-feira (5) as negociações com o governo dos Estados Unidos sobre o uso militar de sua inteligência artificial, afirmou o Financial Times. A conversa voltou a ocorrer após um impasse na semana anterior relacionado às condições de aplicação dos modelos de IA da empresa pelas Forças Armadas americanas.
O principal ponto de discordância envolve o uso da tecnologia para vigilância em massa de cidadãos e sistemas de armamento autônomos, que são rejeitados pela Anthropic. Por outro lado, o governo dos EUA defende que a IA possa ser utilizada para qualquer finalidade considerada “lícita”. Esse desacordo levou o então presidente Donald Trump a ordenar, em 27 de fevereiro, a suspensão do uso dos programas de IA da Anthropic por agências federais.
Além da suspensão, o secretário de Defesa na gestão Trump, Pete Hegseth, ameaçou classificar a Anthropic como um risco para a cadeia de fornecimento militar, o que poderia obrigar empresas do setor a suspender relacionamentos comerciais com a companhia.
Segundo o The Wall Street Journal, apesar da ordem oficial, as Forças Armadas dos EUA teriam utilizado o assistente Claude durante a ofensiva militar contra o Irã. A inteligência artificial teria ajudado em avaliações de inteligência, na identificação de alvos e na simulação de cenários de batalha.
Com a possibilidade de um novo acordo, o uso dos modelos de IA da Anthropic pelo setor militar pode ser retomado sem restrições, diminuindo os riscos para a empresa em relação ao mercado governamental.
A Anthropic é concorrente da OpenAI, criadora do ChatGPT, que recentemente também firmou um acordo com o Pentágono para uso de seus modelos de IA em operações militares. O contrato entre a OpenAI e o governo americano ocorre pouco depois do acordo original da Anthropic.
Avaliada em cerca de US$ 380 bilhões, a Anthropic foi a primeira empresa a fechar um contrato com o Departamento de Defesa dos EUA para o uso de inteligência artificial em fins militares. O acordo, realizado em julho de 2025 e avaliado em US$ 200 milhões, representa uma expansão das parcerias do governo com empresas de tecnologia, incluindo posteriormente a OpenAI e o Google.
Os desdobramentos desse embate entre a Anthropic e o governo americano indicam que o uso de inteligência artificial em operações militares segue como tema central nas discussões sobre ética, segurança e controle do desenvolvimento tecnológico.
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Palavras-chave: Anthropic, inteligência artificial, IA militar, governo dos EUA, Claude, OpenAI, ChatGPT, defesa americana, uso de IA, segurança nacional
Fonte: g1.globo.com
Fonte: g1.globo.com