O grupo Gilsons lançou nesta sexta-feira (3), no

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O grupo Gilsons lançou nesta sexta-feira (3), no Rio de Janeiro, o segundo álbum de estúdio intitulado “Eu vejo luz em maior proporção do que eu vejo a escuridão”. O trio, formado por Francisco Gil, João Gil e José Gil, buscou avançar no som sem abandonar as raízes da música popular brasileira, alinhando dez canções que refletem a trajetória e a vivência da família Gil.

Produzido por José Gil, o disco apresenta uma evolução sonora em relação ao trabalho anterior, “Pra gente acordar” (2022). O álbum abre com a faixa “Visão”, que já revela a influência do toque de ijexá, característica presente no violão e nas letras que dão nome ao álbum. A proposta dos Gilsons é manter a ligação com a MPB tradicional, especialmente com as referências de Gilberto Gil, pai de José e avô de Francisco.

Na produção, destacam-se arranjos de sopros realizados por Diogo Gomes e Thiago Queiroz nas faixas “Semeia” e “Zumbido”, respectivamente. O álbum contou ainda com participações especiais de artistas como Arnaldo Antunes, Caetano Veloso e Julia Mestre, que agregam diferentes nuances ao trabalho. O conjunto de colaborações reforça o diálogo entre gerações e estilos dentro da música brasileira.

O repertório reflete os desafios enfrentados pela família nos últimos anos, incluindo a doença e morte de Preta Gil em 2025, fato que trouxe maior densidade às letras, embora a sonoridade preserve elementos de leveza e ritmo da baianidade. Canções como “Desejo” combinam essas características, ao passo que “Beijo na boca”, produzida com Iuri Rio Branco, traz uma influência mais eletrônica aliada ao ritmo contagiante.

O álbum também apresenta os singles “Bem me quer” e “Minha flor”, lançados em janeiro. O primeiro combina elementos percussivos tradicionais com batidas eletrônicas, enquanto o segundo, com letra de Arnaldo Antunes, assume um tom mais lírico e quase meditativo. Nesta faixa, a presença das vozes de Caetano Veloso, Moreno Veloso e Tom Veloso reforça a continuidade da parceria entre as famílias Gil e Veloso.

Em outras faixas, o lirismo se mantém em parceria com Arnaldo Antunes, como em “Vai chover”, e a leveza é ampliada na música “Nó na cuca”, que conta com a colaboração de Julia Mestre. O encerramento do álbum fica por conta de “Se a vida pede”, parceria de José Gil com a cantora e multi-instrumentista inglesa Sona Jobarteh, que traz um tom de aceitação da vida.

O álbum expressa resiliência diante das dificuldades pessoais da família Gil, mostrando um trio que amadureceu musicalmente. As composições equilibram elementos de leveza e lirismo, refletindo um período de transformação para os artistas.

“Eu vejo luz em maior proporção do que eu vejo a escuridão” consolida o progresso dos Gilsons e reafirma sua presença na cena da música brasileira, com uma sonoridade que dialoga entre o passado, o presente e o futuro.

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Fonte: g1.globo.com

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Fonte: g1.globo.com

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