O governo dos Estados Unidos afirmou nesta quarta-feira

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O governo dos Estados Unidos afirmou nesta quarta-feira (4) que a Espanha aceitou cooperar em questões militares após ameaças do presidente Donald Trump de cortar as relações comerciais com o país por recusa no uso de bases para ataques contra o Irã. A tensão bilateral aumentou no início da semana diante da negativa espanhola em permitir a utilização de suas instalações aéreas para operações contra Teerã.

Na terça-feira (3), Trump disse que os EUA encerrariam todos os laços comerciais com a Espanha por não obterem permissão para usar as bases militares espanholas para atacar o Irã. O presidente norte-americano afirmou ainda que os Estados Unidos poderiam utilizar as bases de forma unilateral, mesmo sem autorização oficial.

Em resposta, o governo espanhol destacou que os Estados Unidos devem respeitar os acordos internacionais e bilaterais de comércio com a União Europeia, ressaltando a importância do direito internacional. O primeiro-ministro Pedro Sánchez criticou publicamente a postura dos EUA, afirmando que a guerra contra o Irã coloca em risco a vida de milhões de pessoas e que a Espanha não será cúmplice de ações que contrariam seus valores.

Sánchez classificou os bombardeios realizados por Estados Unidos e Israel como ilegais e imprudentes e determinou a proibição do uso das bases espanholas para tais operações. Ele destacou os impactos negativos de conflitos anteriores, como a Guerra do Iraque, incluindo o aumento do terrorismo e a alta nos preços da energia, e defendeu uma solução pacífica para o atual conflito.

A Comissão Europeia também manifestou apoio à posição da Espanha, declarando estar pronta para proteger os interesses dos países-membros da União Europeia diante da escalada das tensões.

Em pronunciamento, o primeiro-ministro espanhol resumiu a posição do seu governo em uma frase: “Não à guerra”, rejeitando ser cúmplice de ações que podem agravar a situação no Oriente Médio simplesmente por receio de retaliação econômica dos EUA.

No mesmo dia da ameaça de Trump, um general da Guarda Revolucionária iraniana advertiu que, caso os bombardeios continuem, “todos os centros econômicos” do Oriente Médio serão alvo de ataques como forma de retaliação. O general Ebrahim Jabari ressaltou a importância estratégica do estreito de Ormuz, que está fechado pelas forças iranianas, e mencionou o aumento no preço do petróleo, que, pela primeira vez desde julho de 2024, ultrapassou os 85 dólares pelo barril.

Durante entrevista na Casa Branca, Trump também criticou o governo iraniano, acusando-o de atacar instalações civis em países que não participam do conflito. Ele destacou que a ofensiva dos EUA visava impactar a nova liderança iraniana após um ataque ao prédio da Assembleia dos Peritos, órgão responsável pela escolha do próximo líder supremo.

Com a escalada das tensões, a relação entre os dois aliados da Otan enfrenta um momento delicado, em meio a divergências sobre as consequências da intervenção militar no Irã e sobre a validade do uso de bases estratégicas. A posição espanhola reflete o esforço europeu em manter o respeito às normas internacionais em meio ao conflito.

A ameaça comercial feita por Trump e a postura espanhola indicam um aumento da polarização entre aliados tradicionais, influenciando o cenário político e econômico internacional em um momento de instabilidade na região do Oriente Médio.

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Fonte: g1.globo.com

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Fonte: g1.globo.com

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