O dólar abriu em queda nesta quarta-feira (4), cotado a R$ 5,2514, recuando 0,24%; os investidores monitoram indicadores econômicos dos Estados Unidos e o conflito no Oriente Médio. O Ibovespa iniciou as negociações às 10h com leve alta, diante da instabilidade global e temas domésticos.
Nos Estados Unidos, a divulgação do relatório ADP de fevereiro, que mede a criação de vagas no setor privado, e a publicação do Livro Bege do Federal Reserve, que avalia inflação, emprego e crescimento, influenciam o mercado. A expectativa é pela abertura de cerca de 50 mil postos de trabalho no relatório ADP.
No campo geopolítico, o ataque conjunto dos EUA e Israel ao Irã elevou a tensão no Oriente Médio. O fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, rota estratégica para o transporte de 20% do petróleo mundial, e a ameaça de atacar navios que cruzem a região impulsionaram o preço do petróleo tipo Brent, que avançou mais de 5% e superou US$ 82 por barril.
A escalada do conflito gerou maior risco de choque inflacionário global, afetando preços do petróleo e do gás natural. Esse cenário pressiona os mercados financeiros, que avaliam os impactos sobre a inflação e o crescimento econômico mundial.
No Brasil, o Banco Central liberou que instituições financeiras abatam dos recolhimentos compulsórios os valores antecipados ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para recomposição patrimonial. Em São Paulo, o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso pela Polícia Federal em investigação sobre um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras; seu cunhado, Fabiano Zettel, também é alvo de mandado de prisão e está foragido.
Apesar da alta do petróleo, as ações do setor energético registram desempenho contido no mercado brasileiro. Na terça-feira, os papéis da Petrobras tiveram alta superior a 4%, mas no pregão seguinte avançam lentamente, refletindo o ambiente de incerteza.
Dados do IBGE indicam que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 2,3% em 2025, desacelerando em relação aos 3,4% de 2024, com o menor avanço em cinco anos. O crescimento no quarto trimestre foi de 0,1%, sinalizando estagnação. Agropecuária teve alta de 11,7%, impulsionada por safras recordes, enquanto os setores de serviços e indústria cresceram 1,8% e 1,4%, respectivamente.
O consumo das famílias aumentou 1,3%, desacelerando devido a juros elevados e endividamento, enquanto investimentos governamentais avançaram 2,9%, apoiados pela construção e importação de bens de capital. Exportações cresceram 6,2% e importações, 4,5%.
Nos mercados internacionais, os principais índices de ações recuaram em resposta às incertezas geopolíticas. Em Wall Street, o S&P 500 caiu 0,94%, o Nasdaq teve queda de 1,00% e o Dow Jones recuou 0,82%. Na Europa, o índice STOXX 600 caiu 3,08%, com perdas nos principais mercados, incluindo FTSE 100 (-2,75%), DAX (-3,44%) e CAC-40 (-3,46%).
Na Ásia, os índices também encerraram em baixa. Xangai caiu 1,43%, Shenzhen 1,54%, Hang Seng 1,12%, Nikkei 3,1%, Kospi 7,24% e Taiex 2,20%. A única exceção foi Cingapura, com alta de 0,53%.
O quadro atual mostra um mercado global em alerta diante da escalada do conflito no Oriente Médio e seus possíveis efeitos na economia e inflação. No Brasil, indicadores econômicos indicam crescimento modesto, enquanto decisões políticas e eventos criminais influenciam o cenário financeiro.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com

