O governo do Reino Unido iniciou um teste com adolescentes para avaliar os impactos de possíveis restrições ao uso de redes sociais por menores de 16 anos. O estudo acompanha cerca de 150 jovens de 13 a 15 anos, com o objetivo de analisar efeitos no sono, humor e atividade física.
Os participantes poderão ser sujeitos a diferentes níveis de limitação, incluindo proibição total do uso das redes sociais, restrição do tempo de tela ou bloqueios depois de determinado horário. A ação faz parte de uma série de medidas planejadas para orientar futuras regulamentações no país.
Segundo o governo britânico, os dados coletados contribuirão para uma decisão baseada em evidências reais sobre o uso das redes sociais por adolescentes. Além dos testes, uma consulta pública está aberta para receber opiniões de pais, jovens, pesquisadores e empresas até 26 de maio.
O debate inclui regras de idade mínima, o chamado “toque de recolher” virtual e a avaliação de recursos considerados viciantes, como a rolagem infinita e a reprodução automática de vídeos. Também serão analisados o uso de assistentes de inteligência artificial, plataformas de jogos e métodos de verificação de idade.
A secretária de Tecnologia do Reino Unido, Liz Kendall, destacou que a iniciativa busca entender a influência do tempo de tela e do conteúdo online sobre o desenvolvimento dos jovens. Ela convidou crianças e pais a participarem da consulta para construir políticas adequadas ao contexto tecnológico atual.
O projeto no Reino Unido acompanha medidas semelhantes em outros países, como a Austrália, que desde dezembro de 2023 proíbe o acesso a redes sociais por menores de 16 anos em grandes plataformas. No Reino Unido, a proposta já foi aprovada pela Câmara dos Lordes e está em análise na Câmara dos Comuns.
No Brasil, o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente prevê que menores de 16 anos tenham contas vinculadas a responsáveis adultos, medida que entrará em vigor em março. O debate global em torno do uso seguro das redes sociais por adolescentes tem motivado diferentes abordagens regulatórias.
Essas ações refletem a crescente preocupação de governos com o impacto das redes sociais na saúde mental, bem-estar e segurança das crianças e adolescentes. O acompanhamento dos resultados dos testes britânicos deve influenciar as próximas decisões sobre a regulação do setor.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com

