A agropecuária cresceu 11,7% em 2025, registrando a maior expansão entre os setores da economia brasileira, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (3). O resultado foi puxado por colheitas recordes de soja e milho, além do desempenho da pecuária, que alcançou marcas históricas, impulsionando o Produto Interno Bruto (PIB) do país.
No ano passado, o PIB brasileiro cresceu 2,3%, com a indústria avançando 1,4% e os serviços 1,8%. O setor agropecuário teve recuperação significativa após a queda em 2024, causada por secas e enchentes que prejudicaram várias culturas. Segundo Juliana Trece, coordenadora do Núcleo de Contas Nacionais do FGV Ibre, a ausência de problemas climáticos relevantes em 2025 e a redução dos custos de produção contribuíram para o crescimento expressivo do segmento.
A produção de grãos no Brasil atingiu 350,2 milhões de toneladas, o maior volume registrado na série histórica, impulsionada especialmente pela soja e pelo milho. A exportação de soja chegou a 108,2 milhões de toneladas, aumento de 9,5% em relação a 2024, influenciada pela guerra comercial entre Estados Unidos e China, que redirecionou a demanda chinesa para o país. Luiz Fernando Roque, especialista da consultoria Hedgepoint, destacou que a crise comercial global favoreceu o crescimento das exportações brasileiras.
Na pecuária, o Brasil se tornou o maior produtor mundial de carne bovina em 2025, ultrapassando os Estados Unidos pela primeira vez. As vendas externas de carne bovina atingiram 3,50 milhões de toneladas, crescimento de 20,9% frente ao ano anterior. O abate de gado alcançou 42,3 milhões de cabeças, outro recorde do setor, mesmo diante do aumento de tarifas impostas pelos Estados Unidos, segundo maior comprador da carne brasileira.
Embora o setor agropecuário tenha sido o que mais cresceu, seu peso no PIB pelo cálculo do IBGE é de 7,1%, abaixo da indústria (23,4%) e dos serviços (69,5%). A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) estima que, somando as atividades relacionadas, o impacto real do setor na economia alcance 23%.
Para 2026, o Ibre projeta uma desaceleração no crescimento da agropecuária, com queda de 0,2%, considerada como estabilidade. Trece explica que a pecuária deve reduzir o número de abates, pois os produtores tendem a reter mais fêmeas para reprodução, diferente do movimento de 2025. A produção de grãos também deve desacelerar, com crescimento de soja estimado em 3,9% e queda de 5,6% para o milho.
Por sua vez, Luíz Fernando Roque, da Hedgepoint, mantém uma visão mais otimista, prevendo que as exportações de soja e milho continuarão crescendo e podem ampliar a participação do setor no PIB. A consultoria projeta produção estável para a soja, próxima dos 179,5 milhões de toneladas em 2026.
O crescimento da agropecuária em 2025 refletiu a normalização das condições climáticas, menores custos de produção e alta demanda internacional, principalmente nos mercados asiático e americano. Para 2026, as perspectivas indicam ajustes na produção e exportação, com possíveis impactos na contribuição do setor para o PIB nacional.
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Fonte: g1.globo.com
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