Diogo Nogueira lançou no Rio de Janeiro, em 1º de março de 2026, o show “Infinito samba”, apresentado na casa Vivo Rio, com uma produção que mistura orquestra, dança e projeções visuais para celebrar o samba em suas diversas vertentes, com uma turnê programada para várias capitais brasileiras.
O espetáculo une a banda de Diogo, a Orquestra MPB Jazz e os bailarinos da companhia dirigida pelo coreógrafo Leandro Azevedo. O roteiro passa por estilos como gafieira, pagode ao estilo Fundo de Quintal, samba da Bahia, partido alto e sambalanço.
“Infinito samba” busca explorar o repertório do samba em múltiplas nuances, sem fugir à tradição, mas também incluindo composições inéditas de Diogo para ampliar o diálogo com o público. O artista realiza momentos de destaque, como dueto virtual com seu pai, João Nogueira, no clássico “Espelho”, e com o filho, Davi Nogueira, na canção “Além do espelho”, presenteando a plateia com a continuidade da linhagem familiar no samba.
A produção do espetáculo conta com projeções que ampliam o impacto visual, reforçando o ambiente festivo e sofisticado da apresentação. O show tem cerca de três horas de duração e reúne 52 músicas distribuídas em 29 números, incluindo o bis com o sucesso “Pé na areia”, que foi repetido a pedido do público.
Dirigido musicalmente por Jota Moraes, o espetáculo evita transformar o samba em sinfonia, privilegiando o balanço do gênero com uma orquestra que acompanha o ritmo natural da música. A abertura ocorre com a interpretação a capella do samba “Para ver as meninas”, de 1971.
O roteiro mescla sucessos autorais e de outros compositores, como “Noites a bailar” e “Domingo”, incorporando ainda faixas inéditas de 2026, como “Joga na minha cara”, que transita entre o sambalanço e o pagode dos anos 1990. A presença dos bailarinos transforma o palco em um salão de gafieira a partir da sequência dessas músicas.
Em outros momentos do show, Diogo Nogueira incorpora coreografias e interage com os bailarinos para reforçar o balanço e o ritmo das canções. O espetáculo também aborda temas variados, como o samba lento “Uma saudade”, que destaca a violência urbana e a perda de entes queridos.
Além dos números instrumentais e vocais de samba tradicional, o show inclui um momento de roda de samba à moda Fundo de Quintal, apresentado apenas pela banda de Diogo, sem a orquestra, reforçando a diversidade de sonoridades ao longo da apresentação.
O repertório traz homenagens a grandes nomes do samba, como Alcione, presente na estreia com a participação em dueto de “Sufoco”; Beth Carvalho, Clara Nunes e Martinho da Vila, este último lembrado com a música “Disritmia”. Essas referências ampliam a ligação com a história do samba brasileiro.
Apesar da longa duração do espetáculo, que em alguns momentos leva a uma sensação de excesso de músicas, “Infinito samba” marca um momento significativo na carreira de Diogo Nogueira. O cantor de 44 anos mostra evolução na voz e na presença de palco, reforçando sua posição no cenário musical sem depender exclusivamente da herança do pai.
Diogo iniciou a carreira profissional em 2006, no circuito de casas de samba da Lapa, no Rio de Janeiro, e consolidou sua trajetória com produções que misturam tradição e inovação no samba. A turnê de “Infinito samba” seguirá por outras cidades brasileiras, ampliando o alcance do espetáculo.
Palavras-chave para SEO: Diogo Nogueira, Infinito samba, show de samba, Vivo Rio, orquestra MPB Jazz, samba brasileiro, gafieira, pagode, samba tradicional, João Nogueira, Davi Nogueira, turnê Brasília
Fonte: g1.globo.com
Imagem: s2-g1.glbimg.com
Fonte: g1.globo.com

