Desde o sábado (28), o Irã enfrenta um novo apagão

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Desde o sábado (28), o Irã enfrenta um novo apagão de internet que reduziu a conectividade do país a menos de 1% do normal, após uma ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel contra o território iraniano. O bloqueio dificulta a comunicação de cerca de 90 milhões de pessoas e interfere nas operações diplomáticas, segundo a organização NetBlocks, que monitora o funcionamento da internet globalmente.

O embaixador do Brasil no Irã, André Veras Guimarães, confirmou à TV Globo no dia do apagão que houve corte na internet e que a embaixada enfrentava dificuldades para se comunicar com brasileiros na região. O bloqueio impede a divulgação de informações locais e limita a participação da população em questões cívicas em um momento crítico, logo após ataques aéreos que teriam matado o aiatolá Khamenei, líder supremo do país.

A iniciativa NetBlocks ressaltou que o regime iraniano recorre novamente à censura digital, medida aplicada também em bloqueios anteriores. O apagão atual destaca a repetição de uma estratégia que já foi empregada em janeiro, durante protestos contra o governo que tomaram as ruas desde o final de 2025. Naquele episódio, o nível de conectividade também caiu a cerca de 1%, afetando inclusive o funcionamento da Starlink, serviço de internet via satélite.

Apesar da Starlink ter sido uma alternativa para a comunicação durante apagões anteriores, seu uso cresceu no Irã a ponto de as antenas do serviço serem proibidas por lei. Não há informações confirmadas sobre o estado atual da rede Starlink no país após o bloqueio recente.

Desde o primeiro grande corte em 2019, desencadeado por protestos contra aumentos nos preços da gasolina, o governo iraniano tem adotado o bloqueio da internet como resposta a situações políticas sensíveis. Em 2022, novas restrições ocorreram após manifestações geradas pela morte de Mahsa Amini, uma jovem que estava sob custódia por supostamente não respeitar regras sobre uso do véu islâmico.

Além disso, em 2025 o Irã acusou o WhatsApp de espionagem e de colaborar com Israel. A empresa dona do aplicativo, Meta, informou que as mensagens são criptografadas, impedindo o acesso por terceiros além do remetente e do destinatário, negando as acusações.

A estratégia de bloquear a internet tem sido usada pelo regime para controlar informações e to restrições políticas, sobretudo em períodos de conflito ou crise social. A tensão atual no Irã, agravada pela ofensiva dos EUA e Israel, mantém a população desconectada e dificulta o monitoramento internacional da situação no país.

Enquanto isso, diferentes atores tentam contornar o bloqueio para manter as comunicações ativas, mas o acesso tradicional à internet permanece severamente limitado. A nova interrupção mostra a continuidade das disputas geopolíticas que afetam diretamente a vida cotidiana dos iranianos e o cenário de segurança regional.

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Fonte: g1.globo.com

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Fonte: g1.globo.com

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