Ataques militares no Oriente Médio entre Estados Unidos

Ataques militares no Oriente Médio entre Estados Unidos, Israel e Irã interromperam o tráfego nas principais rotas de petróleo e elevaram os preços no mercado internacional no início desta semana. A escalada de confrontos ocorreu na região do Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz, ponto estratégico para a exportação de energia.
O barril do petróleo tipo Brent chegou a US$ 78,34 na abertura das negociações asiáticas, com alta de cerca de 7,5%. O WTI, referência americana, teve valorização próxima a 7,3%. Esses aumentos refletem o receio dos investidores diante da possibilidade de desabastecimento global.
Os ataques e contra-ataques danificaram infraestruturas de produção e navios no Golfo de Omã e no Estreito de Ormuz, onde cerca de 20% do petróleo mundial circula diariamente. Apesar de o canal não ter sido oficialmente fechado, o risco crescente fez com que diversas embarcações permanecessem ancoradas, elevando os custos dos seguros e limitando o transporte.
Segundo especialistas da consultoria Rystad Energy, até 15 milhões de barris por dia podem deixar de chegar ao mercado caso as vias permaneçam bloqueadas. Jorge León, vice-presidente da empresa, destacou que o controle dessas rotas de exportação tornou-se mais relevante que os volumes nominais de produção.
No cenário político, o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou que o conflito pode continuar até que sejam alcançados todos os objetivos militares na região. O Irã, que exporta cerca de 1,6 milhão de barris diários, principalmente para a China, pode ver suas rotas de venda interrompidas, o que obrigaria o principal importador a buscar alternativas.
Analistas consultados pela Reuters comparam a atual volatilidade dos preços ao embargo do petróleo da década de 1970, quando o preço do barril subiu mais de 300%. Uma alta prolongada pode agravar a inflação global e afetar consumo e atividades econômicas.
Os reflexos do choque no setor energético foram sentidos rapidamente nas bolsas internacionais. Os mercados de Nova York e Tóquio abriram em queda, enquanto o preço do ouro avançou 1,4%, impulsionado pela procura por ativos considerados seguros em momentos de instabilidade.
Em resumo, a crise no Oriente Médio trava rotas essenciais para a circulação de petróleo e gera pressões significativas nos mercados de energia, com impactos na economia mundial e no comportamento dos investidores.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com