O governo federal autorizou nesta quinta-feira (26) a amplia

O governo federal autorizou nesta quinta-feira (26) a ampliação do limite para que os Correios captem até R$ 8 bilhões em novo empréstimo com garantias da União, visando assegurar a continuidade do plano de reestruturação econômico-financeira da estatal. A decisão foi tomada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e amplia o espaço além dos R$ 12 bilhões já captados pela empresa no final do ano passado.
O contrato anterior envolveu cinco dos principais bancos do país: Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, com validade até 2040. A operação foi autorizada pelo Tesouro Nacional, que garante o pagamento das parcelas caso os Correios não honrem as dívidas. Essa garantia reduz o risco para as instituições financeiras que concederam o crédito.
Apesar da ampliação do limite de empréstimo, integrantes do governo e da empresa não descartam que os R$ 8 bilhões adicionais possam ser viabilizados por meio de aporte, ou seja, uma transferência direta do Tesouro Nacional para a estatal, em vez de financiamento externo. A decisão final sobre a forma de captação deve ser definida até o fim do primeiro semestre.
O CMN declarou que a medida visa dar suporte à continuidade do plano de reestruturação aprovado em dezembro de 2025, no contexto da crise financeira enfrentada pela empresa. No acumulado de janeiro a setembro do ano passado, os Correios registraram prejuízo de R$ 6 bilhões, valor que tende a crescer, já que para 2026 o governo projeta aumento no déficit para R$ 9,1 bilhões.
O programa Remessa Conforme, adotado pela estatal, evidenciou problemas de reposicionamento negocial da empresa, segundo relatos internos. Esses desafios se somam às dificuldades financeiras históricas da organização, que enfrenta aumento constante do déficit operacional.
A estratégia adotada com os empréstimos e possíveis aportes faz parte do esforço do governo para estabilizar financeiramente os Correios, que ainda enfrenta incertezas quanto ao resultado anual de 2025, que não possui data prevista para divulgação.
Para 2026, o governo mantém cautela e busca alternativas para minimizar o impacto financeiro, incluindo negociações para reduzir custos e fomentar melhorias na gestão da empresa.
Em resumo, o aumento do limite para captação de recursos com garantia da União representa uma tentativa do governo de garantir recursos suficientes para a continuidade do plano de reestruturação dos Correios, diante do quadro de déficit elevado e crise financeira. A forma como os recursos serão obtidos, por empréstimo ou aporte, deve ser definida nos próximos meses.
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Palavras-chave relacionadas: Correios, empréstimo, garantias da União, Conselho Monetário Nacional, CMN, crise financeira, reestruturação, Tesouro Nacional, déficit, aporte, bancos, plano de reequilíbrio, estatal, financiamento.
Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com