O filme “Sirât”, representante da Espanha na categoria

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O filme “Sirât”, representante da Espanha na categoria de Melhor Filme Internacional no Oscar 2026, estreia nesta quinta-feira (26) nos cinemas brasileiros, oferecendo uma experiência audiovisual marcada por cenas inesperadas e forte trabalho de som. Dirigido por Oliver Laxe, o longa apresenta uma narrativa ambientada no sul do Marrocos em meio a conflitos e explora a busca de um pai por sua filha desaparecida.

A trama acompanha Luis (Sergi López) e seu filho caçula Esteban (Bruno Núñez Arjona) enquanto tentam encontrar a filha de Luis, desaparecida na região afetada pela guerra. Durante a jornada, eles se envolvem com um grupo local que promove festas rave no deserto, um cenário incomum para um drama do gênero. A narrativa evolui com a viagem do grupo até uma área remota, onde a busca se torna mais complicada e cheia de desafios.

“Sirât” não segue a linha tradicional de filmes que denunciam repressões de forma direta. Em vez disso, mostra as consequências dos regimes militares pelo olhar dos personagens, que buscam refúgio na música e na festa como formas de fugir da dura realidade. Uma das cenas mais impactantes destaca uma rave improvisada no deserto, evidenciando a importância do som e da trilha na construção da atmosfera do filme.

O trabalho de som em “Sirât” recebeu indicação ao Oscar, representando a primeira vez que uma equipe exclusivamente feminina foi reconhecida na categoria. Laia Casanovas, Yasmina Praderas e Amanda Villavieja assinam a sonoplastia que potencializa a experiência audiovisual do público. O som não apenas acompanha as imagens, mas eleva a narrativa, criando um ambiente imersivo.

Além do aspecto técnico, a direção de Oliver Laxe se destaca ao manter a tensão e a imprevisibilidade ao longo da história, principalmente no terço final. A construção dos personagens é detalhada, com ênfase em seus traumas e histórias pessoais, o que aproxima o público e cria uma conexão emocional. Este efeito contribui para que o espectador se envolva com o destino dos protagonistas.

À exceção do ator principal Sergi López, o elenco é formado por não profissionais que interpretam personagens com seus próprios nomes. Essa escolha reforça a autenticidade e o realismo do filme. O desempenho do grupo é convincente e contribui para o clima de naturalidade necessário à narrativa.

Produzido por Pedro Almodóvar, “Sirât” conquistou o Prêmio do Júri no Festival de Cannes de 2025, entre outras premiações internacionais. Embora não supere alguns concorrentes como “O Agente Secreto”, “Valor Sentimental” e “Foi Apenas Um Acidente”, o longa se destaca como uma experiência sensorial profunda, especialmente quando exibido em grandes telas e com som potente.

O filme propõe uma imersão que mistura drama, música e uma ambientação única, oferecendo ao público uma visão diferenciada dos conflitos no Norte da África. A aposta de Oliver Laxe e sua equipe é por um cinema que provoca, surpreende e, ao mesmo tempo, cria uma conexão humana com seus personagens.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

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