Especialistas defendem uso da inteligência artificial para p

Imagem: s2-g1.glbimg.com

Especialistas discutiram a criação de uma sociedade de aprendizado contínuo durante o Century Summit VI, evento realizado pela Universidade Stanford em 2024, que abordou longevidade, aprendizado e o futuro do trabalho diante dos avanços da inteligência artificial (IA). A proposta central é reinventar o sistema educacional para atender às demandas atuais e garantir o acesso ao conhecimento ao longo de toda a vida.

William Gaudelli, diretor da Faculdade de Aprendizagem ao Longo da Vida da Georgia Tech, destacou que o modelo educacional tradicional, baseado em cursos de longa duração, está desatualizado. Ele ressaltou que três em cada quatro empregadores enfrentam dificuldades para encontrar trabalhadores com as habilidades exigidas, e que até 40% das competências atuais podem se tornar obsoletas até 2030.

Candace Thille, diretora do centro de aceleração do aprendizado de Stanford, explicou que a aplicação da ciência do design ao aprendizado, aliada à IA, pode personalizar a educação para diferentes públicos e contextos. Ela afirmou que otimizar essas ferramentas pode possibilitar uma experiência acadêmica de qualidade em qualquer localidade, democratizando o acesso ao conhecimento hoje restrito a poucos.

Carissa Little, diretora executiva do Centro de Engenharia para Educação Global e On-line de Stanford, ressaltou o potencial da tecnologia para ampliar o alcance da educação. Segundo ela, o uso combinado de realidade virtual e inteligência artificial reduz o tempo necessário para produzir conteúdos adaptados às necessidades individuais dos alunos.

Para concretizar a ideia de aprendizado contínuo, Gaudelli propôs que os campi sejam ferramentas de suporte ao estudante durante toda a vida, com abertura para a comunidade. Ele enfatizou que a colaboração entre governos, empresas e doadores será fundamental para a implantação dessa nova estrutura educacional.

Paralelamente, o Conselho Nacional de Educação prepara regras específicas para o uso da inteligência artificial nas escolas brasileiras, visando garantir uma integração segura e eficiente da tecnologia nos processos educativos.

A discussão no Century Summit VI evidencia a necessidade de repensar a educação em um mundo que enfrenta mudanças rápidas no mercado de trabalho e na tecnologia. A inteligência artificial aparece como um recurso promissor para viabilizar o acesso universal ao aprendizado contínuo, desde que seja utilizada para descentralizar o poder e ampliar a inclusão.

O avanço da educação ao longo da vida exige inovação nos métodos, investimentos em tecnologia e parcerias entre diferentes setores da sociedade. O futuro do trabalho e da aprendizagem depende de sistemas flexíveis, adaptativos e acessíveis a todos os públicos.

Palavras-chave: aprendizado contínuo, inteligência artificial na educação, ensino ao longo da vida, educação personalizada, tecnologia educacional, mercado de trabalho, inovação educacional, educação global, realidade virtual na educação, políticas educacionais.

Fonte: g1.globo.com

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Fonte: g1.globo.com

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