Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar iniciou a sessão desta quarta-feira (25) em queda, recuando 0,28% por volta das 9h, aos R$ 5,1416. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.
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▶️ Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump evitou citar a China em seu discurso sobre o Estado da União na noite de ontem, mesmo às vésperas de uma viagem a Pequim. No pronunciamento, ele abordou temas como inflação, tarifas e o desempenho do mercado de ações.
▶️ Ainda na agenda americana, os investidores acompanham nesta quarta-feira o balanço da Nvidia, após o fechamento do mercado, além de discursos de dirigentes do Federal Reserve ao longo do dia.
▶️ No Brasil, o Tesouro Nacional informou que o Governo Central registrou superávit primário de R$ 86,9 bilhões em janeiro, resultado acima da expectativa de superávit de R$ 88,803 bilhões. Também será divulgado o fluxo cambial semanal.
▶️ No campo político, uma pesquisa da AtlasIntel mostrou Lula e Flávio Bolsonaro tecnicamente empatados em um eventual segundo turno, com 46,2% e 46,3%, respectivamente, em meio à repercussão negativa do desfile da Acadêmicos de Niterói.
▶️ Na véspera, o mercado já havia reagido ao cenário político: o Ibovespa subiu 1,40%, aos 191.490,40 pontos, enquanto o dólar comercial caiu 0,26%, a R$ 5,1553, com entrada de capital estrangeiro no país.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
a
Acumulado da semana: -0,40%;
Acumulado do mês: -1,76%;
Acumulado do ano: -6,07%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: +0,50%;
Acumulado do mês: +5,58%;
Acumulado do ano: +18,85%.
Tarifas dos EUA entram em vigor
Os EUA passaram a aplicar, a partir de hoje, uma tarifa adicional de 10% sobre todos os produtos que não estejam cobertos por isenções.
A medida foi informada em um aviso da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP, na sigla em inglês) e corresponde à taxa inicialmente da pelo presidente Donald Trump na sexta-feira (20) — e não aos 15% mencionados por ele no dia seguinte.
Após a decisão da Suprema Corte que derrubou as tarifas anteriores, justificadas por motivos de emergência, Trump u uma nova taxa global temporária de 10%. No sábado (21), afirmou que elevaria esse percentual para 15%.
Em comunicado destinado a “fornecer orientações sobre a Proclamação Presidencial de 20 de fevereiro de 2026”, a CBP informou que, exceto os produtos listados como isentos, as importações “estarão sujeitas a uma tarifa adicional de 10%”.
A decisão ampliou a incerteza em torno da política comercial dos EUA, sem esclarecer por que foi adotado o percentual mais baixo.
Em meio às incertezas geradas pela entrada em vigor das tarifas comerciais, Trump fará o discurso anual do Estado da União no Capitólio, às 23h (horário de Brasília). A cerimônia é uma tradição da política americana. Nela, o presidente apresenta ao Congresso um balanço do governo e as prioridades para o ano.
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Agenda econômica
Estatísticas do setor externo
As transações correntes do balanço de pagamentos — que resumem quanto o país recebe e paga ao exterior com comércio, serviços, rendas e transferências — registraram déficit de US$ 8,4 bilhões em janeiro de 2026. As informações foram divulgadas nesta terça-feira pelo Banco Central.
O resultado veio pior do que o esperado por economistas ouvidos pela Reuters, que projetavam um déficit de US$ 6,4 bilhões, mas ainda assim menor que o rombo de US$ 9,8 bilhões registrado em janeiro de 2025.
Na comparação anual, a melhora foi explicada principalmente pelo aumento do superávit na balança comercial de bens, que cresceu US$ 2,1 bilhões, e pela redução do déficit na conta de serviços, em US$ 581 milhões.
Segundo o BC, esses avanços foram parcialmente compensados por um aumento de US$ 1,3 bilhão no déficit em renda primária, que inclui pagamentos de juros e lucros ao exterior.
No acumulado de 12 meses até janeiro de 2026, o déficit em transações correntes recuou para US$ 67,6 bilhões, o equivalente a 2,92% do PIB. Em dezembro de 2025, o déficit era de US$ 69,0 bilhões (3,03% do PIB), e em janeiro de 2025, de US$ 72,4 bilhões (3,35% do PIB).
A balança comercial de bens registrou superávit de US$ 3,5 bilhões em janeiro de 2026, acima dos US$ 1,4 bilhão de janeiro de 2025.
As exportações somaram US$ 25,3 bilhões, enquanto as importações totalizaram US$ 21,8 bilhões. Em relação ao mesmo mês do ano anterior, as exportações caíram 1,2%, e as importações recuaram 10,0%.
De olho no Federal Reserve
Os investidores também avaliam novos discursos de dirigentes do banco central americano, conforme seguem na expectativa por novos sinais a respeito da condução dos juros por parte da instituição.
Nesta terça-feira, a diretora do Fed Lisa Cook, afirmou que a inteligência artificial tem provocado uma mudança geracional no mercado de trabalho dos EUA e pode levar a um possível aumento na taxa de desemprego.
“Parece que estamos nos aproximando da reorganização mais significativa do trabalho em gerações”, afirmou a diretora em comentários preparados para uma conferência da Associação Nacional de Economia Empresarial.
“Em um boom de produtividade como este, um aumento no desemprego pode não indicar um aumento na folga. Assim, nossa política monetária normal do lado da demanda pode não ser capaz de amenizar um período de desemprego causado pela IA sem também aumentar a pressão inflacionária”, disse Cook.
Além da diretora, o presidente da distrital do Fed em Chicago, Austan Goolsbee, afirmou que o Fed pode voltar a cortar os juros se a inflação começar a cair, mas reiterou que seria arriscado usar o crescimento esperado da produtividade para flexibilizar a condução das taxas.
“Estou otimista de que, até o final de 206, seria apropriado que [a taxa básica de juros] sofresse mais alguns cortes”, afirmou durante o mesmo evento da Associação Nacional de Economia Empresarial.
Goolsbee afirmou, no entanto, que está preocupado de que o Fed acabe antecipando demais o momento de corte de juros sem ter evidências suficientes de que a inflação está voltando para a meta do Fed, de 2%.
Mercados globais
Em Wall Street, os três principais índices americanos fecharam em alta, conforme investidores avaliavam o anúncio da Anthropic sobre novas ferramentas de inteligência artificial. A nova política de tarifas de Trump também continuava no radar.
O Dow Jones avançou 0,76%, o S&P 500 subiu 0,78% e a Nasdaq ganhou 1,05%.
A maior busca por ativos de risco vista em Wall Street também se refletiu na Europa, embora os investidores continuassem aguardando uma maior clareza sobre a política comercial dos EUA.
O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em alta de 0,23%, a 629,14 pontos. Entre os demais índices da região, o FTSE 100, de Londres, caiu 0,04%; o DAX, de Frankfurt, recuou 0,02%; e o CAC 40, de Paris, ganhou 0,26%.
Na Ásia, o clima foi mais positivo, especialmente após o retorno dos investidores chineses de um feriado prolongado.
A expectativa de que uma revisão das tarifas dos EUA beneficie a economia chinesa impulsionou os mercados, fortalecendo o iuan e estimulando compras em várias bolsas da região.
Na China, o índice de Xangai subiu 0,9% e o CSI300 avançou 1%. Em Tóquio, o Nikkei cresceu 0,9%, para 57.321 pontos. O Kospi, na Coreia do Sul, subiu 2,11%, e o Taiex, em Taiwan, ganhou 2,75%.
Dólar
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Fonte: g1.globo.com
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