A banda AC/DC retornou ao Brasil após 16 anos com

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A banda AC/DC retornou ao Brasil após 16 anos com um show no Morumbi, em São Paulo, nesta terça-feira (24). Cerca de 70 mil fãs acompanharam a apresentação da primeira das três previstas até 4 de março, que trouxe clássicos do grupo e mostrou a vigência dos integrantes Angus Young e Brian Johnson, ambos com mais de 70 anos.

Angus Young, guitarrista e fundador da banda em 1973, manteve a energia característica do grupo, incluindo os pulinhos e o figurino escolar, que nesta turnê contou com um paletó verde e um boné nas cores verde e amarelo. Aos 70 anos, ele liderou o show com riffs marcantes e presença constante no palco. Brian Johnson, vocalista aos 78 anos, demonstrou firmeza nos refrões e recuperou-se recentemente de um problema auditivo que o afastou temporariamente da banda. Ele substituiu o ex-vocalista Axl Rose durante o tempo em que esteve afastado.

O AC/DC contou ainda com a presença de Stevie Young, sobrinho de Angus, que assumiu a guitarra de Malcolm Young após sua aposentadoria e morte em 2017. Os músicos Chris Chaney no baixo e Matt Laug na bateria substituíram os antigos membros Cliff Williams e Phil Rudd, aposentados.

Apesar da turnê se chamar “Power Up”, nome do álbum lançado em 2020, apenas duas músicas desse disco fizeram parte do repertório. O setlist priorizou os grandes sucessos de décadas atrás, como “Back in Black”, “If You Want Blood (You Got It)”, “Thunderstruck” e “Hell’s Bells”. Essas canções animaram o público e mostraram a força do AC/DC mesmo com mudanças na formação e no tempo de carreira.

Durante o show, a interação de Johnson com o público foi limitada, mas marcada pelo agradecimento em espanhol, “Gracias”. O vocalista dispensou o paletó após as primeiras músicas para maior mobilidade. Young manteve os gestos e movimentos que marcaram sua atuação histórica, incluindo o uso de chifrinhos para a apresentação de “Highway to Hell” e a retirada da gravata em “Sin City”, aproveitando para usá-la como arco na guitarra.

A bateria de Matt Laug se destacou especialmente em músicas como “Jailbreak” e “Dirty Deeds Done Dirt Cheap”, reacendendo a energia da plateia que já soma algumas décadas de idade. Em “Whole Lotta Rosie”, a tradicional boneca inflável foi substituída por uma versão virtual exibida nos telões. O público manteve o entusiasmo com rodas e empurrões, abrindo espaço para um garoto que foi levantado no meio da multidão.

Um momento de reverência aconteceu durante o solo de mais de dez minutos de Angus Young, que subiu em plataforma elevada e percorreu a sacada do palco. O silêncio predominou enquanto fãs reconheciam a habilidade técnica e o controle do guitarrista. O show encerrou com os clássicos “T.N.T.” e “For Those About to Rock (We Salute You)”, que contou com o uso de canhões no palco.

A apresentação do AC/DC no Morumbi reafirmou o peso da banda no rock mundial e a resistência de seus principais membros diante do tempo e da idade. O público, formado em sua maior parte por fãs que também acompanhavam a banda em 2009, acompanhou uma noite marcada por sucessos e momentos históricos da carreira do grupo.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

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