Os Estados Unidos anunciaram nesta terça-feira a entrada

Os Estados Unidos anunciaram nesta terça-feira a entrada em vigor de uma tarifa adicional de 10% sobre produtos importados que não estão cobertos por isenções, conforme comunicado da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP). A medida faz parte da política comercial do governo, motivada pelo déficit na balança de pagamentos, e substitui a tarifa inicialmente prevista de 15% pelo presidente Donald Trump.

A tarifação abrange todas as importações exceto aquelas explicitamente isentas, segundo o aviso oficial. A aplicação começou à meia-noite, enquanto as tarifas anteriores, que variavam entre 10% e 50% e foram derrubadas pela Suprema Corte, foram suspensas.

A decisão do governo foi tomada após a Suprema Corte invalidar as tarifas anteriores, que foram justificadas com base em uma suposta emergência econômica. Inicialmente, Trump anunciou uma taxa global temporária de 10% e indicou que ela poderia subir para 15%, porém, até o momento, o governo aplicou somente a taxa mais baixa, sem detalhar os motivos.

O governo americano fundamenta a nova taxa na Seção 122 da lei comercial, que autoriza a imposição de tarifas por até 150 dias para lidar com déficits graves na balança de pagamentos e problemas nos pagamentos internacionais. A ordem presidencial cita um déficit anual em bens de US$ 1,2 trilhão e um déficit em conta corrente correspondente a 4% do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA, além da reversão de um superávit em renda primária.

Na segunda-feira, o presidente Trump alertou que países que recuarem em acordos comerciais recentes com os EUA poderão enfrentar tarifas ainda maiores, baseadas em outras legislações comerciais. A mensagem visa pressionar parceiros comerciais a manterem os acordos firmados.

Reações internacionais já foram registradas. O Japão solicitou aos Estados Unidos garantias de que seu tratamento sob o novo regime tarifário será equivalente ao previsto em acordos existentes. A União Europeia e o Reino Unido também manifestaram interesse em preservar os acordos comerciais já negociados com os Estados Unidos.

A ausência de clareza sobre a decisão de aplicar a tarifa de 10% em vez da promessa inicial de 15% gerou incertezas no mercado e entre parceiros comerciais. Fontes da Casa Branca indicaram que a taxa poderá ser aumentada futuramente, mas essa informação ainda carece de confirmação oficial.

A nova tarifa representa um capítulo na disputa econômica dos Estados Unidos relacionada à tentativa de corrigir desequilíbrios comerciais por meio de medidas protecionistas. O governo mantém a resolução de déficits como justificativa central para as imposições tarifárias, que afetam críticos setores da economia global e o comércio internacional.

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Fonte: g1.globo.com


Fonte: g1.globo.com

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