Economia

O dólar abriu em alta nesta terça-feira (24), negociado a

O dólar abriu em alta nesta terça-feira (24), negociado a
  • Publishedfevereiro 24, 2026

O dólar abriu em alta nesta terça-feira (24), negociado a R$ 5,1720 pouco após as 9h, com investidores atentos à entrada em vigor de tarifas adicionais nos Estados Unidos e dados do setor externo brasileiro. O Ibovespa, principal índice da bolsa paulista, começou suas negociações às 10h.

Nos Estados Unidos, uma tarifa extra de 10% passou a valer para grupos de produtos que não possuem isenção, conforme informado pela Alfândega e Proteção de Fronteiras. A medida foi anunciada pelo presidente Donald Trump na sexta-feira (20) e é inferior aos 15% mencionados posteriormente.

No país norte-americano, discursos de membros do Federal Reserve e a divulgação da pesquisa da ADP sobre criação de emprego no setor privado integram a agenda do dia para os investidores. A leitura anterior apontou abertura de 10,25 mil vagas.

No Brasil, o balanço de pagamentos registrou déficit de US$ 8,4 bilhões em janeiro de 2026, resultado inferior ao de US$ 9,8 bilhões no mesmo mês do ano anterior. No acumulado dos 12 meses até janeiro, o déficit totalizou US$ 67,6 bilhões, equivalente a 2,92% do Produto Interno Bruto (PIB).

No âmbito político, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado ouviu o presidente interino da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), João Accioly. A reunião ocorreu no grupo de trabalho que acompanha as investigações sobre o Banco Master.

Na semana, o dólar acumula queda de 0,14%, no mês recuo de 1,51% e no ano queda de 5,83%. O Ibovespa registra quedas de 0,88% na semana, mas avança 4,13% no mês e 17,21% no ano.

A Suprema Corte dos EUA rejeitou por 6 votos a 3 o argumento do presidente Trump de que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) lhe permite ordenar tarifas unilateralmente. O presidente da Corte, John Roberts, afirmou que é necessária autorização clara do Congresso para tais medidas. A decisão impacta as tarifas recíprocas, parte central da estratégia tarifária do governo, mas outras tarifas sobre aço, alumínio e fentanil permanecem.

No sábado (21), Trump anunciou que a alíquota subiria de 10% para 15% dentro do limite da Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, que autoriza tarifas por até 150 dias antes da avaliação do Congresso. Os novos percentuais passaram a valer à meia-noite de terça-feira (24), abrangendo todos os países com relações comerciais com os EUA, com exceções para setores como minerais críticos, produtos agrícolas e componentes eletrônicos.

Segundo Jackson Campos, especialista em comércio exterior, após a decisão da Suprema Corte e o comunicado de Trump, a sobretaxa de 15% sobre produtos brasileiros permanece em vigor, além das tarifas já aplicadas anteriormente. As alíquotas sobre aço e alumínio brasileiros nos EUA continuam em 50%, que somadas aos 15% elevam o custo desses insumos.

O boletim Focus do Banco Central, divulgado na segunda-feira (23), mostrou nova redução na projeção de inflação para 2026, de 3,95% para 3,91%. Essa foi a sétima queda consecutiva na estimativa. Para 2025, o índice oficial foi de 4,26%. A previsão para 2027 permanece em 3,80%.

Os economistas também ajustaram para baixo a expectativa para a taxa básica de juros, com a Selic projetada em 12,13% ao ano no fim de 2026, contra 12,25% anteriormente estimados. Para 2027, a taxa estimada ficou estável em 10,50%. A perspectiva de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2026 foi ligeiramente elevada, de 1,80% para 1,82%.

Quanto à cotação do dólar, os analistas projetam queda para R$ 5,45 em 2026, embora seja ano eleitoral, contra R$ 5,50 estimados anteriormente. Para o ano seguinte, a previsão permanece em R$ 5,50.

No mercado internacional, os principais índices de Wall Street fecharam em baixa na segunda-feira (23). O Dow Jones, o S&P 500 e o Nasdaq recuaram, refletindo incertezas após as mudanças na política tarifária dos EUA.

Na Europa, os índices também registraram quedas. O STOXX 600 caiu 0,45%, o alemão DAX recuou 1,06%, o francês CAC 40 teve baixa de 0,22%, enquanto o britânico FTSE 100 encerrou praticamente estável.

Na Ásia, com feriados em bolsas importantes como Japão e China continental, o volume de negociações ficou reduzido. O índice Hang Seng, de Hong Kong, subiu 2,5%, o sul-coreano Kospi avançou 0,7%, o Taiex de Taiwan cresceu 0,5%, e o Sensex, da Índia, teve alta de 0,6%. Já o índice SET, da Tailândia, fechou estável.

O mercado acompanha com atenção os desdobramentos das tarifas dos EUA e os indicadores econômicos para definir tendências para a moeda americana e os ativos brasileiros nas próximas semanas.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Caio Marcio

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