Parlamentares do Parlamento Europeu suspenderam a votação so

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Parlamentares do Parlamento Europeu suspenderam a votação sobre o acordo comercial com os Estados Unidos após o presidente Donald Trump aumentar para 15% a tarifa global de importação, em vigor a partir de terça-feira (24). A decisão ocorreu na segunda-feira (23), durante reunião extraordinária da Comissão de Comércio Internacional em Bruxelas, diante da necessidade de esclarecimentos sobre as novas tarifas impostas pelos EUA.

O acordo comercial havia sido concluído em julho, estabelecendo um teto de 15% para as tarifas americanas sobre produtos europeus, significativamente inferior aos 30% inicialmente ameaçados por Trump. Em contrapartida, a União Europeia comprometeu-se a eliminar suas tarifas sobre importações dos EUA, medida que depende da aprovação do Parlamento Europeu.

A Comissão de Comércio Internacional do Parlamento Europeu adiou a deliberação e a votação plenária previstas para esta terça e para o próximo mês, respectivamente, até que as condições das novas tarifas sejam esclarecidas. Zeljana Zovko, membro do grupo PPE, afirmou que o processo ficará suspenso enquanto persistirem dúvidas sobre a implementação das taxas.

No domingo (22), a Comissão Europeia solicitou informações detalhadas sobre as medidas anunciadas pelos Estados Unidos, que desafiam a decisão da Suprema Corte americana. A Corte considerou ilegal o aumento unilateral das tarifas imposto em abril de 2025 e anulou o tarifaço, o que levou Trump a adotar uma nova estratégia baseada em uma lei de 1974 para manter o aumento a 15%. Essa sobretaxa terá duração limitada a 150 dias e depende de aprovação do Congresso para prorrogação.

A nova tarifa global provocou reações em diversos países parceiros comerciais. A China manifestou preocupação e pressionou Washington a suspender as taxas, afirmando que defenderá com firmeza seus interesses comerciais. A União Europeia também monitora os desdobramentos, buscando preservar o acordo vigente e a estabilidade nas relações transatlânticas.

A imprensa europeia destacou o revés político enfrentado pelo presidente Trump. Jornais como Libération e Les Echos ressaltaram que a decisão da Suprema Corte representa uma derrota jurídica para o governante americano, que tenta contornar limitações institucionais por meio das novas tarifas. Le Figaro avaliou que a confusão sobre o comércio mundial tende a aumentar, com riscos de cancelamento de acordos e possíveis reembolsos de tarifas já recolhidas.

O editorial do jornal francês La Croix apontou que a decisão da Suprema Corte reafirma o equilíbrio dos poderes nos EUA, limitando a autoridade presidencial em decisões econômicas sem o aval do Congresso. Para a publicação, a situação evidencia um retorno à realidade política para Trump, especialmente em um ano eleitoral crucial com as eleições de meio de mandato previstas para novembro.

A expectativa permanece alta para o discurso sobre o Estado da União, que Donald Trump deve proferir nesta terça-feira (24). O pronunciamento poderá trazer diretrizes para o futuro das relações comerciais internacionais e o posicionamento do governo americano diante da reação dos setores políticos internos e parceiros externos.

A suspensão pelo Parlamento Europeu da implementação do acordo comercial sublinha a incerteza gerada pelas recentes medidas tarifárias dos Estados Unidos, que impactam diretamente o comércio entre os dois blocos. O desfecho das negociações e deliberações deverá influenciar a dinâmica econômica e política transatlântica nos próximos meses.

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Fonte: g1.globo.com

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Fonte: g1.globo.com

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