John Davidson, ativista diagnosticado com Síndrome de Touret

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John Davidson, ativista diagnosticado com Síndrome de Tourette, proferiu um insulto racista involuntário durante a cerimônia do BAFTA neste domingo (22), em Londres. A manifestação ocorreu devido aos tiques vocais característicos da síndrome, que ele possui desde os 25 anos.

Ao longo do evento realizado no Royal Festival Hall, diversos tiques vocais de Davidson foram audíveis. Durante o discurso de abertura da presidente do BAFTA, Sara Putt, ele gritou “cala a boca”. Quando os diretores do filme “Boong” subiram ao palco para receber o prêmio de melhor filme infantil e familiar, Davidson disse “vão se foder”. Em outro momento, proferiu uma palavra de cunho racista ao ser exibida a entrega do prêmio de melhores efeitos visuais por Michael B. Jordan e Delroy Lindo a “Avatar: Fogo e Cinzas”.

O apresentador da cerimônia, Alan Cumming, solicitou compreensão do público após os incidentes. Ele explicou que a linguagem forte poderia ser parte da manifestação da Síndrome de Tourette em algumas pessoas. Cumming agradeceu a colaboração da plateia para manter um ambiente respeitoso no evento transmitido pela TV britânica.

Segundo o “The Hollywood Reporter”, Davidson deixou o local cerca de 25 minutos após o início da cerimônia, por vontade própria e não por solicitação da organização do BAFTA.

John Davidson é a inspiração para o filme “I Swear”, que aborda sua vida e sua condição. Robert Aramayo, ator que interpreta Davidson no longa, foi premiado nas categorias Melhor Ator e Estrela em Ascensão no BAFTA. O ator descreveu Davidson como uma pessoa generosa no compartilhamento de conhecimento e ressaltou a importância de entender a Síndrome de Tourette.

A Síndrome de Tourette é um distúrbio neurológico caracterizado por múltiplos tiques motores e vocais repetitivos e involuntários. Entre as manifestações associadas está a coprolalia, que provoca a emissão incontrolável de palavras obscenas. Outros sintomas incluem a copropraxia, que gera gestos obscenos compulsivos, e, em casos específicos, piromania, que envolve impulsos para provocar incêndios.

O episódio durante o BAFTA reacende o debate sobre o conhecimento público a respeito da Síndrome de Tourette e suas manifestações. Especialistas afirmam que o entendimento e a empatia são essenciais para criar ambientes inclusivos para pessoas com o transtorno.

A transmissão da cerimônia expôs aspectos pouco conhecidos da doença, tornando o evento um ponto de partida para discussões sobre saúde mental e neurodiversidade no contexto cultural e midiático.

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Fonte: g1.globo.com

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Fonte: g1.globo.com

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