A China pediu aos Estados Unidos a revogação

A China pediu aos Estados Unidos a revogação das tarifas de importação que foram aumentadas pelo presidente Donald Trump neste sábado (21), após decisão da Suprema Corte dos EUA que questionou a legalidade da medida. A solicitação foi feita pelo Ministério do Comércio chinês, que considerou as taxas contrárias às regras do comércio internacional e às leis americanas.
Em nota, o ministério chinês afirmou que as tarifas não são vantajosas para nenhum dos dois países e anunciou que a China está avaliando o caso e acompanhará a situação de perto para defender seus interesses. O país manifestou preocupação diante do aumento das taxas imposto pelos Estados Unidos em meio a tensões comerciais já existentes.
No dia anterior, Donald Trump anunciou em sua rede social Truth Social o aumento da tarifa global sobre importações de 10% para 15%. A medida, justificada pelo presidente como um ajuste necessário contra “décadas de práticas comerciais injustas”, busca proteger a economia dos Estados Unidos. Trump afirmou que a elevação é legal e que sua administração definirá em breve novas tarifas globais.
A decisão da Suprema Corte dos EUA, divulgada recentemente, invalidou parcialmente a política tarifária de Trump por entender que ele ultrapassou seus poderes ao adotar as taxas de importação sozinho. O presidente da Corte, John Roberts, destacou que é necessária uma autorização clara do Congresso para implementar tais medidas, citando precedentes judiciais.
O processo judicial contra as tarifas começou em 2025, com ações movidas por empresas afetadas e por 12 estados americanos, majoritariamente governados por democratas. Eles contestaram o uso da Lei de Poderes Econômicos em Emergências Internacionais (IEEPA), de 1977, como base para a imposição das tarifas. A Suprema Corte manteve a decisão de instâncias inferiores que consideraram a aplicação unilateral das taxas inconstitucional.
Após o veredito, Trump, em reunião com governadores estaduais, classificou a decisão como “uma vergonha” e garantiu ter um “plano B” para manter as tarifas, segundo reportagem da agência Reuters. O presidente reafirmou sua postura de fortalecimento comercial, integrando as ações ao seu projeto “Making America Great Again”.
A escalada nas tarifas e o impasse judicial evidenciam o conflito entre os poderes Executivo e Legislativo nos EUA, além do impacto internacional da política comercial americana. Para a China, a continuidade das tarifas pode afetar o comércio bilateral e as relações econômicas com os Estados Unidos.
A situação permanece em desenvolvimento, com expectativa de novas medidas e avaliações por parte dos governos americano e chinês, além da observação de setores afetados pela política tarifária.
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Fonte: g1.globo.com
Imagem: s2-g1.glbimg.com
Fonte: g1.globo.com