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Passageiros de aviões enfrentam turbulência com mais frequên

Passageiros de aviões enfrentam turbulência com mais frequên
  • Publishedfevereiro 22, 2026

Passageiros de aviões enfrentam turbulência com mais frequência, e essa condição pode causar desconforto durante os voos. Especialistas indicam que os assentos localizados perto das asas são os que menos balançam, por estarem próximos ao centro de massa da aeronave, onde os movimentos são menores.

Turbulência é um fenômeno comum e pode provocar mal-estar, tontura e enjoo em alguns viajantes. Em dezembro, um voo que saiu de Curitiba para São Paulo precisou desviar para Campinas devido a uma ventania, causando atendimento médico a passageiros que passaram mal.

Pesquisas indicam que a turbulência tem se tornado mais frequente, especialmente a turbulência severa em céu claro (CAT). Um estudo da Universidade de Reading, no Reino Unido, mostrou um aumento de 55% nessas ocorrências entre 1979 e 2020, associado às mudanças climáticas.

Essa turbulência severa não pode ser detectada por satélites, radares ou a olho nu, aumentando o risco para as aeronaves. O Fórum Econômico Mundial alerta que, até 2050, pilotos podem enfrentar o dobro de episódios desse tipo de turbulência.

Segundo Jaqueline Mendes Queiroz, coordenadora do curso de Engenharia Aeronáutica da PUC Minas, os lugares próximos às asas balançam menos porque estão próximos ao centro de massa do avião, que é o ponto onde o peso está equilibrado. Ela compara o efeito a uma gangorra, onde o centro se move menos que as extremidades.

O professor Fernando Catalano, da USP de São Carlos, e o consultor internacional de aviação Gianfranco Beting corroboram essa avaliação. Eles afirmam que, entre os assentos à frente e atrás das asas, quem está atrás tende a sentir mais os solavancos, já que o ar fica mais turbulento após passar pelas asas.

Rotas sobre regiões montanhosas, como o Himalaia e os Andes, geralmente apresentam maior turbulência, mas, de forma geral, a diferença na sensação de turbulência entre os assentos é sutil. Isso porque o avião é uma estrutura rígida e curta em relação às correntes de ar que enfrenta.

O tamanho da aeronave também influencia a sensação da turbulência. Aviões maiores respondem de forma mais lenta às variações do ar devido à sua maior massa. Na prática, objetos maiores são menos abalados que os menores quando submetidos à mesma força.

Apesar do desconforto, a turbulência não derruba aviões comerciais, que são projetados para suportar condições severas. Acidentes graves requerem uma sequência altamente improvável de falhas.

O maior risco relacionado à turbulência está dentro da cabine, pois passageiros e objetos soltos podem se deslocar e causar acidentes. Por isso, especialistas recomendam manter o cinto de segurança afivelado durante todo o voo, especialmente com o aumento previsto na frequência da turbulência devido ao aquecimento global.

Em resumo, quem deseja sentir menos o balanço da turbulência pode escolher assentos próximos às asas, principalmente na parte dianteira, e deve manter o cinto de segurança sempre afivelado. A indústria da aviação segue monitorando o fenômeno para garantir segurança mesmo com o aumento das condições atmosféricas instáveis.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

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