O rapper porto-riquenho Bad Bunny estreia no Brasil

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O rapper porto-riquenho Bad Bunny estreia no Brasil nesta sexta-feira (20) com shows no estádio Allianz Parque, em São Paulo, que prometem marcar a carreira do artista no país. As apresentações, que acontecem em duas noites consecutivas, têm ingressos esgotados e fazem parte da turnê “DeBÍ TiRAR MáS FOToS”, que traz uma reflexão sobre a cultura e os desafios de Porto Rico.

Benito Antonio Martínez Ocasio, nome real do cantor, tem 31 anos e mistura reggaeton com trap em suas músicas, gênero conhecido como “trapeton”. Bad Bunny conquistou o público global ao se consolidar como o artista mais ouvido no Spotify por quatro anos seguidos, de 2020 a 2023, à exceção de 2024, quando Taylor Swift liderou a plataforma. Em 2025, ele retomou o primeiro lugar.

A fase atual do artista vem após o sucesso do álbum “Un Verano Sin Ti” e um período de pausa em 2023 para cuidar da saúde física e mental. Sua produção mais recente, “Nadie Sabe Lo Que Va a Pasar Mañana”, traz um retorno ao trap mais pesado, com temas pessoais e sociais. Durante esse período, Bad Bunny também esteve envolvido em uma polêmica na República Dominicana, quando rejeitou uma fã que tentava tirar uma foto, alegando invasão de sua privacidade.

O som de Bad Bunny se diferencia pelo uso de beats mais soturnos, vocais graves e influências de sofrência, ritmos caribenhos e elementos do pop latino. O artista explora em suas letras temas como desilusões amorosas, identidade e críticas sociais, incluindo comentários sobre a crise energética e a gentrificação em Porto Rico, como visto na música “El Apagón”.

A estrutura dos shows foge dos espetáculos comuns de grande porte e aposta em uma narrativa teatral dividida em atos. O espetáculo começa no palco principal, onde são apresentadas algumas canções da turnê, e depois migra para “La Casita”, uma área que simula uma varanda típica porto-riquenha. Esse espaço é dedicado ao “perreo”, com sucessos como “Yo Perreo Sola”, “Safaera” e “Tití Me Preguntó”, que transformam o estádio em uma grande festa com ambiente intimista.

A instrumentação ao vivo revisita os arranjos originais das músicas, inserindo elementos como a percussão de Bomba, ritmo afro-porto-riquenho, especialmente em canções como “La Santa”. Também se destacam os timbres que reforçam a identidade caribenha em faixas como “Callaíta”.

Visualmente, Bad Bunny mantém uma estética que inclui unhas coloridas, óculos e roupas com estampas incomuns. Esse estilo já gerou controvérsias, como em 2018, durante uma turnê na Espanha, quando o artista se envolveu em um episódio por ter suas unhas recusadas para pintura em um salão, manifestando-se nas redes sociais sobre estereótipos de gênero.

Antes de se tornar fenômeno global, Bad Bunny construiu sua base de fãs ao atuar intensamente em colaborações, participando de mais de 50 músicas em 2018. Esse movimento de onipresença o ajudou a firmar seu nome no mercado internacional, colaborando com artistas como Drake e Ricky Martin.

O setlist previsto para os shows em São Paulo está dividido em três atos. No primeiro, no palco principal, são cantadas músicas como “La Mudanza”, “Callaíta” e “Turista”. O segundo ato, em “La Casita”, traz sucessos como “Tití Me Preguntó”, “Yo Perreo Sola” e “Safaera”. O encerramento, novamente no palco principal, inclui “Ojitos Lindos”, “Dákiti” e “El Apagón”.

Os shows de Bad Bunny em São Paulo representam a chegada oficial do artista a um novo mercado e refletem sua trajetória consolidada como um dos nomes mais influentes da música latina na atualidade. As apresentações combinam elementos culturais e narrativas pessoais, fortalecendo a conexão com o público brasileiro.

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Fonte: g1.globo.com

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Fonte: g1.globo.com

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