O dólar iniciou a sessão desta sexta-feira (20)

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O dólar iniciou a sessão desta sexta-feira (20) com variações influenciadas por indicadores econômicos dos Estados Unidos e pela divulgação da taxa de desemprego no Brasil. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, abriu o pregão às 10h, monitorando o desempenho das ações em meio a tensões geopolíticas e dados econômicos.

Nos Estados Unidos, o mercado aguarda os números do índice de preços de gastos com consumo (PCE), considerado pelo Federal Reserve como um indicador-chave para a inflação. A expectativa aponta para uma alta de 0,3% no mês e 2,8% em 12 meses. Também será divulgado o Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre, com previsão de crescimento de 3,0%. Dados preliminares sobre a atividade dos setores de serviços e da indústria complementam o cenário.

A Suprema Corte dos Estados Unidos pode definir a legalidade do aumento de tarifas imposto pelo governo Trump, em meio a um recurso do Departamento de Justiça para reverter uma decisão judicial anterior. O resultado poderá impactar o comércio internacional e influenciar o mercado cambial.

No âmbito internacional, a alta do preço do petróleo mantém atenção redobrada devido às tensões entre EUA e Irã. O possível agravamento do conflito ameaça o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte do petróleo mundial. A escalada pode afetar as ações da Petrobras, que subiram 2,49% no pregão anterior e influenciam o desempenho do Ibovespa.

No Brasil, a agenda econômica é mais reduzida, com destaque para a divulgação da taxa de desemprego do quarto trimestre, conforme pesquisa da Pnad Contínua. Este indicador é observado para avaliar a situação econômica interna em contexto de instabilidade global.

Dados consolidados do dólar mostram uma retração acumulada de 0,04% na semana, 0,39% no mês e 4,77% no ano. O Ibovespa, por sua vez, acumula alta de 1,11% na semana, 3,95% no mês e 17,01% no ano, refletindo maior interesse dos investidores em ativos de risco.

As tensões entre Estados Unidos e Irã continuam a provocar movimentações militares e diplomáticas. Segundo a emissora CBS News, os EUA se preparavam para possível ataque contra o Irã no sábado (21), sujeito à decisão final do presidente Donald Trump. As negociações entre as duas nações sobre o programa nuclear iraniano avançam lentamente. O Irã mantém exercícios militares com a Rússia no Mar de Omã e no norte do Oceano Índico, enquanto alerta para retaliações em caso de ataque americano.

A Casa Branca ressaltou que há vários argumentos para justificar uma ação militar, com a porta-voz Karoline Leavitt destacando o comprometimento do presidente Trump com interesses americanos. O Pentágono iniciará a transferência de funcionários da região do Oriente Médio para áreas como Europa e Estados Unidos, medida comum ante a possibilidade de conflito.

Adicionalmente, a ausência de progresso nas negociações de paz entre Rússia e Ucrânia contribui para a valorização do petróleo. O Brent avançou 2,26%, negociado a US$ 71,94, e o West Texas Intermediate (WTI) subiu 2,46%, cotado a US$ 66,65.

Em resumo, o dólar e o mercado brasileiro refletem a combinação de indicadores econômicos domésticos e internacionais com o cenário geopolítico tenso. A expectativa por dados estatísticos e decisões judiciais influenciam as movimentações econômicas e o comportamento dos investidores neste final de semana.

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Fonte: g1.globo.com

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Fonte: g1.globo.com

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